domingo, 31 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

Caminho das Pedras : Festival GEIA de Literatura


O IV FESTIVAL GEIA DE LITERATURA estará acontecendo nesta última semana deste mês de Agosto, em São José de Ribamar, que fica distante 30km do centro da capital do nosso Maranhão, um local famoso por suas praias, pelo santuário consagrado ao Santo dos maranhenses e cenário ideal para a vulgação da Literatura Maranhense. Este ano parece que a real intenção estar se materalizando, pois teremos vários escritores e principalmente pesquisadores (alguns ainda graduandos) falando sobre a nosssa Literatura. A novidade fica por conta da participação dos alunos do Curso de Filosofia da UFMA que também participarão com temas que englobam as duas áreas. Parabéns ao GEIA por essa iniciativa.
E vamos respirar Literatura Maranhense a partir do dia 27 de Agosto.

domingo, 17 de agosto de 2008

OPINIÃO DE PEDRA IV



ACADEMIA MARANHENSE DE LETRAS
100 ANOS DE HISTÓRIA
Como resultado da intensa vida literária que São Luís conheceu entre a última e a primeira décadas dos séculos XIX-XX, diversas agremiações culturais foram fundadas, duas das quais tiveram particular importância: a Oficina dos Novos e a Renascença Literária, destacando-se a última, pela saudável emulação que estabeleceu com a primeira.
A Oficina dos Novos, criada a 28 de julho de 1900, tinha estrutura organizacional semelhante à das Academias. Dava a seus membros o título de operários e editava um boletim oficial denominado Os Novos, em cujo frontispício se lia: “periódico evolucionista”.
Constituída, inicialmente, com 20 cadeiras, a Oficina ampliou seu quadro para 30, em 1904. Afora os membros efetivos, tinha-os honorários e correspondentes. Cada cadeira estava sob o patronato de um vulto eminente da cultura maranhense.
Como é natural, muitos desses patronos também seriam adotados como patronos das cadeiras da Academia, da mesma forma que diversos “operários” viriam integrar o grupo dos fundadores desta Instituição ou nela posteriormente ingressaram, o mesmo cabendo dizer relativamente aos sócios honorários e correspondentes.
Tendo Gonçalves Dias como seu patrono geral, a Oficina escolheu o poeta Sousândrade para seu presidente honorário. O culto a Gonçalves Dias estava representado pelos propósitos, declarados em estatuto, de organizar uma estante gonçalvina que fosse a mais completa possível, editar a obra do poeta e, futuramente, transformar a Oficina em Grêmio Literário Gonçalviano.
Ainda sobre a Oficina dos Novos, contradiga-se, por oportuno, a errônea versão segundo a qual essa entidade desapareceu para que em seu lugar surgisse a Academia. Além de um jantar de confraternização que as duas entidades promoveram no Hotel Central, a 15 de dezembro de 1908, diversos fatos atestam a co-existência da Oficina e da Academia, por alguns anos. Um deles foi a reorganização que a Oficina realizou em 1917, quando ocorreram a aprovação de novos estatutos, a eleição de diversos “operários” e da diretoria.
A Academia Maranhense de Letras, oficialmente instituída às 19 horas de 10 de agosto de 1908, data do 85º aniversário de nascimento do poeta da Canção do Exílio, também já demonstrava claramente, com esse fato, sua resolução de adotar Gonçalves Dias como seu nume tutelar.Fundada no salão de leitura da Biblioteca Pública do Estado (prédio onde, a partir de 1950, tem sua sede própria), compôs-se, inicialmente, de 20 cadeiras. Dispunham os estatutos que ao grupo dos 12 fundadores – Antônio Lobo, Alfredo de Assis, Astolfo Marques, Barbosa de Godois,Corrêa de Araújo, Clodoaldo Freitas,Domingos Barbosa,Fran Paxeco, Godofredo Viana, Xavier de Carvalho, Ribeiro do Amaral e Vieira da Silva – viriam juntar-se os oito membros restantes, admitidos mediante eleição, e também com as honras de fundadores.A 7 de setembro desse ano realizou-se a solene sessão inaugural da Academia, que, assim, iniciava oficialmente as suas atividades. Por força de disposição estatutária, foi o primeiro presidente da agremiação o professor e historiógrafo José Ribeiro do Amaral, que era, aos 55 anos, o mais idoso entre seus confrades.A Academia contou, entre seus integrantes dos primeiros tempos, a figura de líder e agitador de idéias que foi Antônio Lobo. E adotou, por isso, o cognome de Casa de Antônio Lobo.
Sem dispor de sede própria durante muitos anos, os membros da academia reuniam-se amiúde nas residências de seus confrades. Nesse período de dificuldades, houve abandonos e descasos, principalmente por parte da classe política, muito embora alguns dos confrades mais notáveis fossem deputados, senadores, governadores e prefeitos.
Na presidência de Clodoaldo Cardoso, entretanto, deu-se o processo de revigoramento da academia. Entre os acadêmicos então eleitos, o professor e historiador Mário Meirelles (que também comandou a AML) muito ajudou a casa a participar decisivamente no desenvolvimento e consolidação do Ensino Superior no Maranhão.
Atualmente, a Academia Maranhense de Letras empenha-se na sistematização de diversas atividades culturais a exemplo da realização de concursos literários e incentivo a produções artísticas que tenham como objetivo principal incentivar os atores da cultura maranhense, em todas as áreas.
Texto-base retirado do Site A.M.L e Wikipédia
Adaptação: Mariane Vieira

OPINIÃO DE PEDRA III


PADRE ANTÔNIO VIEIRA: 400 ANOS DE NASCIMENTO

O Padre Antônio Vieira, que nasceu em Lisboa, Portugal, mas que aos seis anos já estava na Bahia e que depois foi transferido para o Maranhão, em 1652, onde passou 9 anos, e onde também escreveu a parte mais fértil de sua produção satírica, marcou definitivamente sua passagem pela literatura brasileira, por ter sido o primeiro escritor a traçar um perfil psicológico da personalidade do maranhense, em particular, e do brasileiro de maneira geral.
Os sermões que lhe deram notoriedade foram Sermão da 5ª Dominga da Quaresma e o Sermão de Santo Antônio ou O Sermão aos Peixes, ambos pregados respectivamente em 1654. Nos dois sermões citados, Vieira estabelece particularidades típicas do brasileiro – a mentira, a ociosidade e a corrupção. Muito mais tarde, escritores modernistas, como Mário de Andrade e João Ubaldo Ribeiro, investiram na temática de retratar um brasileiro.
Ressalte-se em Vieira o estilo eminentemente barroco, com a marca do conceptismo que traduz a filosofia racionalista de época, fundada no dualismo, no paradoxo, nos contrastes ou contradições, que resultam do conflito e tensão, daí o caráter antitético que envolve o ideário barroco. Esse fusionismo também incorpora, entre outras antíteses, beleza e feiúra, sensualismo e misticismo, carne e espírito, céu e terra, ambiente noturno e ambiente de sol.
Vieira demonstra que, embora a culpa recaia sempre sobre os menos favorecidos (os pequeninos peixes), são os nobres que praticam as ações sem nobreza da comilança que estes atribuem àqueles. Mais que tudo, esses dois sermões são o retrato do Brasil da década de 60 aos dias atuais, em particular do Maranhão, onde ainda se pensa em monarquia mesmo decorridos mais de um século de Proclamação da República. Monarquia também se escreve com o M de Vieira.
A par do gênio, ressaltem-se a coragem, o senso, a grandeza de Vieira cuja luta em defesa dos oprimidos foi incansável, apesar dos textos encomendados que escreveram sobre ele, como forma de enodoar sua imagem. Eis a reparação que a aristocracia e a burguesia cobram sempre daqueles que ousam tirar-lhes o véu.

Fonte: Guesa Errante

Adaptação:
Mariane Vieira

Encontrando as Pedras XI


Aquele beijo
Desde aquele beijo
fiquei metade.
Verdade, a encantar-me.
Sem pudor, instintivamente a morder-te.
Teus lábios, par.
Em mim, gosto impar.
Teus lábios, perdição.
Em mim, língua e ação.
Do próximo beijo
Arrancarei felicidade.
Saliva, a afogar-me.
Sem presa, continuamente a te avermelhar.
Teus lábios, algo cobiçado.
Em mim, desejo arrebatado.
Nossas bocas, carinho e ardor.
Teus beijos, signo do amor.

Flaviano Menezes é graduado em Letras e graduando de Filosofia (UFMA)

sábado, 16 de agosto de 2008

Encontrando as Pedras X




CRUZ, Arlete Nogueira da. A Parede. Editora Nova Fronteira, 2º ed- Rio de Janeiro, 1994.
O romance A Parede de Arlete Nogueira da Cruz é singular e delicado.
Delicada é a palavra-chave para descrever a trajetória dessa escritora maranhense que muito trabalhou pelas letras de nossa terra.
Desde cedo envolvida com a arte, pois sua mãe, a também escritora Enói Simão Nogueira da Cruz que escrevia sob o nome literário de Márcia de Queiroz, sempre a levava para as rodas intelectuais, que a envolveram tanto que antes dos 20 anos, Arlete já escreveu seu primeiro livro - A Parede - prefaciado e divulgado por Josué Montello, grande incentivador de sua obra.
O livro foi lançado em 1961, na Galeria dos Livros de Antonio Neves, sendo prestigiado por muitos intelectuais e amigos, tais como: Domingos Vieira Filho, Nauro Machado, José Chagas, João Mohana, entre outros.
Passados os anos, a pequena Arlete cresceu e tornou-se a figura mais dedicada à arte maranhense, sempre às voltas com artistas, quando diretora do Teatro Artur Azevedo, apoiando em ínicio de carreira Tácito Borralho recém-chegado de Pernambuco em 1971, abrigando também, por algum tempo, com recursos da Fundação Cultural do Estado, quando também diretora, a então Escola de Dança Reynaldo Faray, com isso e outros trabalhos, deixou sua marca indelével nas artes maranhenses.
Quanto a literatura de Arlete, é inegável sua contribuição para as letras de nossa cidade. De acordo com Nauro Machado quando em entrevista indagando sobre a obra de Arlete, explicita: "A literatura de Arlete possui um grau extremado a sensibilidade feminina, mas a ela se acrescenta uma completude mental que eu diria masculina (desculpem as feministas), tornando a literatura arletiana um produto homogêneo capaz de atingir uma gama de experiência que fica além da particularização inerente a um só gênero".
Romance de uma escrita delicada (para retornar ao inicio) é de uma densidade inicialmente simples para depois desenvolver-se numa complexidade intensa, tornando o leitor por inteiro.
O romance é escrito em primeira pessoa e descreve a luta interior de uma menina de 15 anos, seus complexos, seu primeiro amor e sua primeira humilhação nunca esquecida, motivo real da jovem narrar esta história.
A Parede é um livro discreto, aparentemente despretensioso, "quase banal", mas com a evolução da leitura, descobre-se a singela e a "veracidade psicológica de um caráter analisado nas minúcias de sua solidão e de seu sentimento opressivo" (Nauro Machado).
O livro A parede de Arlete Nogueira da Cruz é recomendado para todos as idades, cores e movimentos, não só para estudantes de letras, mas para todos aqueles que apreciam uma boa leitura.

Mariane Vieira
Graduada em Letras e Pós-graduanda em Língua Portuguesa e Literatura.

domingo, 10 de agosto de 2008

Caminho das pedras

Esse mês nós temos várias apresentações maravilhosas, que preenchem o céu da ilha de São Luís de poesia e beleza.

O primeiro deles é o POEMARÁ, que acontecerá nos dias 06, 13,20 e 27/08 e 10/09 na escola Santa Tereza às 16 hs, a entrada é 1Kg de alimento não perícivel, a final será no Teatro Artur Azevedo, dia 02/10.

O outro grande evento literário é o IV FESTIVAL GEIA DE LITERATURA, realizado em São José de Ribamar, dia 27, 28, 29/08, que contará como sempre, com grandes escritores locais.

Para você que gosta de cinema, recomendamos PAI E FILHO, no cine Praia Grande com sessões às 16:30, 18:30, e 20:30, a entrada: inteira, 4,00, meia, 2,00, de segunda a sabado, aos domingos, entrada para todos, 2,00.
Sinopse: Pai e Filho vivem em um apartamento juntos por anos. Eles vivem há umtempo quase que completamente isolados em seu próprio mundo, cheio de rituais marcados, às vezes como irmãos, às vezes como amantes. Um filme incerto, intenso e maravilhosamente conflituoso.

Preparem-se! Acontecerá em São Luís o maior evento literário do Estado. Estamos falando da II FEIRA DO LIVRO DE SÃO LUÍS, que terá como patrono Artur Azevedo, homenagem pelos seus 100 anos de imortalidade, além do Centenário da Academia Maranhense de Letras e também dos 400 anos da morte do Padre Antonio Vieira. Perceberam que grandes serão as homenagens nessa feira que promete ser melhor que a primeira. Esperemos, pois mais uma vez São Luís se encherá de poesia, arte e grandes nomes de nossas letras, e como não poderia deixar de ser, o MARANHARTE se fará presente, e esperamos que você junto conosco apreciei esta maravilha de homenagem às letras no nosso Estado.

A Redação.