sábado, 18 de outubro de 2008

Opinião de Pedra: 2ª Feira do Livro de São Luís

A II Feira do Livro teve uma média de 400 eventos, incluindo seminários, encontros, simpósios, ciclo de palestras, oficinas, cursos, rodas de conversa, oficina das obras para o vestibular 2009, exposição permanentes, lançamento de livros, cortejos literários, aulas show, exibição de filmes e programações especiais para os públicos infantil e juvenil. No espaço de comercialização de livros, 500 editoras ocuparam 87 estandes para exposição e venda de 70 mil títulos. A movimentação financeira ficou acima dos 3 milhões de reais. A Feira atraiu cerca de 220 mil pessoas e inovou levando novos espaços e atividades, tais como: Feira do Livro Itinerante, Espaço Arena da Juventude, Espaço França-Brasil, Estação Memória, Espaço Notícias, Teatro Reynaldo Faray e Corredor da Literatura. Ao todo foram 40 espaços, além das instalações do Espaço Cultural, área do estacionamento da praça, Casa do Professor, Palácio Cristo Rei, Praça Gonçalves Dias e Teatro Artur Azevedo. O patrono do evento deste ano foi o escritor e teatrólogo Artur Azevedo, em uma homenagem aos 100 anos da imortalidade do escritor maranhense.
Jornal Pequeno
Data de Publicação: 21 de outubro de 2008


Das anunciadas “500 editoras” presentes nesta Feira do Livro de São Luís, sem dúvida a Ética foi a que mais apresentou lançamentos — mais de 30, quase todos de autores ou temáticas maranhenses. Não por poderio econômico de fazê-lo — já que é certamente uma das de menor capital dentre todas –, e sim por comprometimento, ânsia e tecnologia diferenciada, de menor custo. Nem sei se por capacidade empreendedora, como afirmou Jomar Moraes em sua crônica semanal da quarta-feira, 15 de outubro, no jornal “O Estado do Maranhão”, que titulou “Milagre maranhense: a Ética Editora”.Dezenas de homens e mulheres das letras maranhenses reverenciaram a Ética Editora e sua ousadia em fazer publicações autônomas (entenda-se aqui, sem o financiamento público) para o mercado regional, coisa a que até agora ninguém havia se atrevido. Tanto que Jomar termina sua crônica afirmando que “temos agora uma editora de verdade no Maranhão, e essa é uma notícia muito auspiciosa.”
Adalberto Franklin, escritor.
Fonte: blog do autor.

A 2ª Feira do Livro de São Luís, que aconteceu na Praça Maria Aragão e adjacências, quem diria, bombou com a presença de gente jovem. Em particupar um espaço que atraiu demais a galera. A Arena da Juventude, onde o público adolescente participou de discussões e debates relacionados à realidade dos jovens. Montado acima do palco da Maria Aragão, em um auditório no melhor estilo “Altas Horas”, de Serginho Grossman, os jovens assistiram a palestras, relato de experiências, painéis, rodas e conversas, exercícios artísticos pedagógicos e outros.
Jornal O Estado do Maranhão (suplemento Galera)

As atividades foram idealizadas pensando no público dessa área, que está tão perto dos centros culturais da cidade e, às vezes, não tem como usufruir da produção cultural. Levar educação, arte, literatura e outras produções artístico-culturais para o maior número e pessoas é objetivo da Feira do Livro de São Luís e vamos continuar nesse intento nas edições que virão nos próximos anos.
Lúcia Nascimento, coordenadora geral da Feira, sobre a itinerância do evento na área do Itaqui-Bacanga e no bairro do Anjo da Guarda.

MARANHARTE N° 05 ANO I


sábado, 4 de outubro de 2008

Encontrando as Pedras XVII

O POEMARÁ - Festival Brasileiro de Poesia no Maranhão, sempre visou a levar o máximo de pessoas a apreciarem a produção poética feita no Maranhão. Promovido pela UFMA (Departamentos de Assuntos Culturais/PROEX e Comunicação Social/ CCSo), com o apoio do Instituto Guarnicê, da Rádio Universidade, da Fundação Sousândrade e tendo como organizador o dinâmico Euclides Moreira Neto, a 22ª edição do concurso realizou-se nesta quinta-feira (02/10) no Teatro Arthur Azevedo, na qual teve quase que todos os seus 750 lugares ocupados por aqueles que apreciam a arte poética.
Foram 27 finalistas que chegaram a essa final, ou por avaliação do júri técnico ou por votação do público no que tange a interpretação. O que se percebeu lendo os poemas entregues no rol do Teatro foi a ecleticidade dos temas e das formas, bastante influência do concretismo, da poesia indagada e de denúncia e um toque da arte de Gregório de Matos. Poemas produzidos por jovens e promissores artistas e por aqueles que entendem a poesia não apenas como um gênero literário, mas como escape da frágil condição de “ser” humano e sublimar-se (como se observou em “A curva que entorta a reta” do jovem-senhor Araújo Basethi). Infelizmente, muitos poemas se perderam no “borboletear’ de alguns intérpretes, que, na ânsia que ganharem o prêmio de melhor interpretação prejudicaram a real intenção do concurso. Nesse caso, ponto para os jovens Rafael Figueiredo com o seu “Desafogo” e a espevitada Luriana Barros com “Pensei em tudo, menos no título”, foram lá, declamaram seus poemas (originais e instigantes) e pronto, deixaram os seus poemas serem as verdadeiras atrações da noite. Nesta edição, concorreram 18 poemas na categoria Mérito Literário e 9 interpretações na categoria Performance Cênica, e o grande vencedor da noite foi o estudante da Faculdade São Luís, Ronald Kelps, que conquistou o 1º lugar tanto na opinião do Júri Técnico Literário, quanto na preferência do público como melhor interprete com o poema “Palavras”. No julgamento do mérito literário foram premiados; 2º Lugar: “Modus Operandis: Sobrevivente”, de Móises Abílio Costa; e 3º Lugar: “Negros versos Negros”, de Josélima Machado da Costa . E no julgamento técnico de interpretação a melhor interpretação coube ao jovem José Victor Vieira, que defendeu o poema de sua autoria “Impulsão da Mentira”.
A banca também concedeu cinco menções honrosas para: Jairo Martins dos Santos, pela interpretação de “Insólita Cena”; Raiza Pereira, pela interpretação do poema “Mórtida...”, de sua autoria; Nuno Lilah Lisboa, pela interpretação do poema “Crítica a André Bandeira”, de Thiago Augusto Ferreira Alves (numa interpretação irretocável e que merecia o 1° lugar); Luriana Barros, pela interpretação do poema “Pensei em tudo, menos no título”, de sua autoria; e Hercules de Sousa, pela interpretação do poema “Minha terra além da noite”,de Eduardo Borges Oliveira. O MARANHARTE selecionou alguns para vocês.

Flaviano Menezes

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