terça-feira, 29 de setembro de 2009

Maranharte Informa: Lançamento


A obra intitulada "Carvalhos e roseiras: figuras políticas e literárias" do autor maranhense Humberto de Campos, será apresentada ao público no dia 02 de outubro, às 11:00 hs (manhã) no Auditório A - Mário Meireles (Centro de Ciências Humanas - UFMA) durante o I Encontro de Estudos Literários: da teoria à prática, organizado pela Turma de Letras/6.º Período UFMA.

Valor do livro no lançamento: R$ 15,00 (quinze reais)

A obra escrita por Humberto de Campos em 1923 constitui uma crítica literária e política sobre diversas figuras do cenário mundial, algumas delas: Olavo Bilac, Lênin, Gomes de Souza, José Oiticica, Pedro Lessa, Maria Eugênia Celso, Tiradentes, entre outos, totalizando 37 personalidades em 231 páginas editadas por esta editora.

fonte: Café, Lápir e Editora

Abaixo, critica do academico e jurista Lourival Serejo, publicado em seu site (lourivalserejo.com.br) em 27 de Agosto de 2009.


Humberto de Campos e suas Memórias




Escrito por Lourival Serejo

O Instituto Geia tem prestado notável serviço à cultura maranhense com a publicação reiterada de obras novas e raras sobre temas do nosso interesse. São livros especiais que não encontrariam editora disponível para publicá-los, pelas regras do mercado editorial brasileiro. Talvez por isso mesmo é que o valor dessas obras se destaca.

Pertenço à Confraria dos Bibliófilos do Brasil, que se compraz exatamente em publicar, anualmente, as obras já esgotadas e que não encontrariam editoras dispostas a publicá-las. São publicações bem trabalhadas, que já se tornaram raridade entre os amigos dos livros. A propósito, seria até uma idéia para avaliação do Geia, tornar-se uma confraria de bibliófilos maranhenses.

Feitas essas observações, volto-me ao principal objetivo desta matéria: a homenagem prestada, no Festival Geia de Literatura, em São José de Ribamar, ao escritor maranhense Humberto de Campos, atirado no canto do esquecimento pela concorrência do mercado editoral e pelas nuances da vida literária. Alguns críticos ousariam acrescentar, pelas limitações do seu talento, também. A homenagem consistiu na publicação de duas obras de Humberto de Campos. Os livros escolhidos para uma nova edição patrocinada pelo Instituto Geia, reunidos num só volume, são os mais populares da sua vasta produção: Memórias e Memórias inacabadas.

Em vida, até o ano de sua morte (1934), Humberto de Campos era o escritor brasileiro mais lido, mais admirado, mais amado pelo público. Em recente crônica, publicada pelo suplemento literário Ideias&Livros, do Jornal do Brasil, Wilson Martins transcreve depoimento de José Olympio reconhecendo a contribuição de Humberto de Campos para o fortalecimento da Livraria José Olympio, em seus primeiros anos, graças à venda das obras daquele escritor.

A popularidade de Humberto de Campos era tão grande que no dia do seu falecimento, as portas do comércio do Rio de Janeiro fecharam-se em sinal de luto, sem que houvesse necessidade de decreto do governo. O luto não foi oficial, foi emocional. Mesmo sendo um homem infeliz, como se constata da leitura do seu Diário Secreto, Humberto de Campos consolava as pessoas com suas crônicas. Recebia inúmeras cartas de admiradores com solicitações de conselhos para suas dores e problemas. Aproveitava muitos desses clamores para transformá-los em crônicas. Para ele, porém, não vinha o consolo que esperava. Abatido pelo sofrimento, perguntava-se: Para quem escrevo?

Cresci ouvindo histórias de Humberto de Campos. Meus pais liam e reliam constantemente suas obras. Minha mãe, ao formar-se em Farmácia, na década de 30, foi trabalhar em Parnaíba, numa farmácia da família Veras. Ali, ouvia ao vivo as histórias do respeitável escritor. Foi ela que me descreveu o cajueiro do memorialista, cujo capítulo, inserido em seu livro de memórias, Carlos Heitor Cony considera a melhor crônica da literatura brasileira. Alguns apontam como causa do seu esquecimento o fato de não ter escrito romances, como Aluísio Azevedo. Até certo ponto pode ser verdade essa conclusão. Mas, e Coelho Neto, que tantos romances escreveu e hoje é tão esquecido como o autor de Mealheiro de Agripa?

Lançado ao público pela poesia (Poeira, 1910), foi, entretanto, pela crônica que Humberto de Campos notabilizou-se. A crônica é o gênero literário que atende os reclamos do momento, que reflete o sentimento do povo, que interpreta o cotidiano. Apesar de exigente em sua feitura, em sua forma de agradar o público, ela se esvai com sua publicação. Não tem a perenidade dos outros gêneros literários.
As crônicas que Humberto de Campos publicava, em diversos jornais, é que asseguravam seu pão diário. Como ele mesmo disse, era vendendo miolo do cérebro que ele conseguia miolo de pão.

As obras de Humberto de Campos foram publicadas pela Editora Jackson, em 29 volumes. A última edição é de 1960. Recentemente, adquiri uma coleção dessas, em um sebo de Cuiabá, pois a que possuía era incompleta. Em 1981, foi publicada uma coleção com apenas 10 volumes das suas obras, com o selo da editora Opus, que contava, em sua equipe editorial, com a presença de Humberto de Campos Filho.

As obras sobre Humberto de Campos são esparsas, mas sempre renovadas. Destaco cinco que são do meu conhecimento e posse, as quais tratam de dados biográficos e de sua produção literária: Humberto de Campos, de Macario de Lemos Picanço (Rio de Janeiro:Minerva, 1937); O miolo e o pão, publicado sob coordenação de Roberto Reis (Niterói (RJ): EDFF; Brasília: INL, 1986); Irmão X, meu pai, de Humberto de Campos Filho (São Paulo: Lumen Editorial, 1997); Humberto de Campos, evocação de uma vida, de Amparo Coêlho (São Luís, 2005); e A crônica e seus diferentes estilos em Humberto de Campos, de Roberta Scheibe (Imperatriz: Ética, 2008).

Os cursos de Letras, no Maranhão, deveriam incentivar a elaboração de monografias a respeito de Humberto de Campos, para manter vivo o interesse pelo poeta e cronista de Miritiba.

Por homenagear nosso grande escritor esquecido, por ter tido a sensibilidade de prestar tamanho serviço à cultura e às letras maranhenses, o Instituto Geia merece nossos aplausos e incentivos. Os admiradores de Humberto de Campos agradecem, e o Maranhão parabeniza o Geia.







segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Encontrando as Pedras XXXI

MAGNAS QUESTÕES

(Ronnald Kelps)

O homem governa o Mundo

governa com displicência

num egoísmo profundo

crueldade e indecência

devagar igual defunto

é essa nossa ciência

e é ai que eu me pergunto:

aonde esta a inteligência?

o homem observa a fome

como uma das coisas mais normais

é assim que ele consome

cada vez mais e mais e mais…

é assim que o homem some

seu progreso se desfaz

é uma raça que se come

são perfeitos canibais

são os próprios lobos do homem

nunca admitem paz

que eles se questionem

como homens naturais:

"será que estamos sendo os ditos intelectuais"?

o homem sábio e moderno

saúde sempre almeja

tem o seu domínio interno

controla o que deseja

tem equilíbrio externo

a carne nunca fraqueja

terá seu descanso eterno

ao lado do Pai da Igreja

porém o homem palermo

do qual a carne fraqueja

espero que após o inverno

o túnel do fogo veja

e que o aqueronte do inferno

a sua morada seja(…)

o planeta anda em conflito

a fauna há de convir

desesperada dá um grito

"ela também vai se ferir"

o homem de gabarito

que só pensa em progredir

não parece estar ferido

após tanto destruir

nosso Mundo tão bonito

parece se compelir

darei o meu veredito

com as palavras que irei proferir:

Quando acabará isto?

Quando a Terra explodir???


ALEGRIA FOSCA

(Ronnald Kelps)

Duas notas secas de Beethoven

cortam o chão áspero da noite

logo identifico o pó e o silencio

dos que gritam por alegria

o corpo do homem em movimento

as mãos em delírio

a alegria murchando na semente do dia

o enxame da vida em zunido finito

na boca o amargor de vida que não fica

trabalhar oh trabalhar

a dor com maestria

na ânsia suja encardida dos que fingem

não o sofrimento

uma nota seca de Beethoven corta o chão do dia

vale a pena começar tudo de novo?

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Maranharte Informa: I Encontro de Estudos Literários

O encontro é promovido pelo 6º Período do Curso de Letras da UFMA e tem como objetivo "proporcionar um espaço onde as questões acerca da teoria e da prática literária sejam apresentadas e discutidas, bem como pormover o estudo de temas referentes às literaturas: maranhense, brasileira, portuguesa e estrangeira, as quais fazem parte do currículo do curso desta Instituição". Apresentando trabalhos sobre a nossa Literatura, teremos:

30/09/09
- Aluísio Azevedo e o Naturalismo no Maranhão - Profº Esp. José Neres (11:00 às 12:30 no Auditório A - Mário Meireles - CCH)

- A poética de Nauro Machado - Profº Esp. Eduardo Fernandes (11:00 às 12:30 no Auditório B - José Ribamar Caldeira - CCH)

01/10/09
-Café Literário com as porfessoras e escritoras Sônia Almeida (UFMA/AML) e Ceres Costa Fernandes (AML) - as 8:00 no Hall do CCH

- Antonio Lobo e os Novos Atenienses - profº Msc. Dinacy mendonça Correa (9:45 às 11:00 - Auditório A - CCH)

- Comunicações Orais - 11:00 às 12:00

02/10/09
-Comunicações Orais - 8:00 às 9:00

- Panorama da Literatura Maranhense - Profº Dsc. Sebastião Moreira Duarte (AML)

Obs: O encontro ainda não posui um blog de divulgação, mas as inscrições para as comunicações orais podem ser feitas no local da inscrição: Sala de apoio 02 (CCH-UFMA- ao lado da livraria)

O quê: I Encontro de Estudos Literários - Da teoria à prática
Onde: Centro de Ciência Humanas - UFMA
Quando: 30/09 à 02/10/09

São Luís - 397 Anos - Homenagem


SÃO LUÍS POR ELA MESMA

MONÓLOGO DE UMA ILHA POVOADA*

Venho me produzir nesta página. Papel e pó de palavras, meu espelho. Miro-me desse eu-mirante e escolho hoje para a minha festa o fato de eu ser ilha cujo silêncio ainda existe para quem consegue ouvir acima do beiral das casas. Mirante de mim mesma, retoco-me as rugas e mostro-me também para quantos não conseguem mais me ver.
Mas eu existo bela, apesar de tudo. Apesar de quem provocou a queda do primeiro sobrado ou de quem me atirou a primeira pedra. Na festa silenciosa do meu aniversário, escute-me, porque eu não vou gritar. Papel, pó de palavras e a escrita, meu espelho.
Passeio em mim enquanto me enfeito. Desfaço o cenho. Provoco o brilho do meu olhar há minutos cansado de saudade. Mas vou vendo em mim algo de tristeza virando a alegria de mirar-me. É a sabedoria. Sinto que aos 397 anos fico mais resistente aos conflitos. Se fui mais aos 40, mais ainda serei aos 400.
Diante do espelho, distraio-me enquanto me pinto. O pensamento atrapalha-me as mãos. Borro o olho direito com o lápis de ponta mal feita. Esforço-me para ser otimista. Não, não é questão de guardar esperança, mas de fé.
Limpo também o olho esquerdo já pronto, para refazer a pintura sem deixar tanta diferença entre os meus olhos. Não. Ainda não estou chorando. Foi só um fio do algodão, um fio... Por um fio, posso estragar tudo. A festa. As lições de altivez aos meus filhos, eu que diante do espelho sou terra, berço, colo, mãe.
Não. Não quero ser desnaturada. Recebo a homenagem. É meu aniversário. Papel, palavras, sentido e pó: a escrita do meu espelho.
Mas há alguma diferença nos meus olhos. Diante do reflexo, nesta página, sou mirante de mim. Mesmo assim, enquanto esparjo o pó dos meus sentidos, não posso dispensar as lentes. Por isso vejo. E o tempo me aparece desses cantos costurados em volumes de poema e prosa e os versos que me fazem provocam-me para dizer de uma festa, dessas que trazem gente num final de tarde, quando o sol vai se escondendo pra me deixar pensar.
Não miro a minha imagem nas águas. Elas, tão turvas... Não quero pensar nisso agora. Enxergo-me ilha no ar, brisa que me afeta, maresia que me vigia enquanto esse mar que me canta vai me seduzindo pelo olhar com o afeto de seu canto. É que hoje o mar não ruge; canta pra me deixar ver:

Ali, um barco me atravessa,
enquanto aqui um pássaro me povoa,
uma árvore treme
e quase ninguém nota.

Ali, uma casa se constrói
enquanto outra é só a fachada das plantas
que crescem,
e ninguém parece saber
que muitos ratos
nascem no entulho das ruínas.

Fachada de plantas
que nascem
para dizerem que a vida é um dom de Deus
que insiste em nascer
convida a nascer,
mesmo que dos escombros.
Mas quase ninguém vê.

Em mim, há janelas que se abrem
e o horizonte para dentro
assusta,
e quase ninguém se espanta.

Janelas abertas para dentro
me fazem pensar que a gente precisa findar
mas não precisa morrer.
Mas quase ninguém nota
que há mais morte do que fim.

Mas é festa e o tempo me aparece desses cantos, tecidos de poema e prosa e os versos que me fazem provocam-me para dizer que eu sou São Luís. Sou poeta. Por um fio, meus olhos vermelhos para a festa. Retoco os cílios com o lenço de papel e o pó das palavras... Se fui muito aos quarenta, mais serei aos 400. Porque, se no canto já nasceu uma rosa no asfalto, muitas mais nascerão das ruínas que em mim se acumulam.
Sou ilha, terra, berço, colo e mãe. Neste dia de festa em que me pinto, sinto que a lição que preciso deixar aos meus filhos não admite a beleza da maquiagem que me enfeia. Tentei, mas não posso assumir a ilusão da máscara porque sou poeta. A poesia me obriga a beleza cavada pelo tempo e é em vão empregar a desculpa do fio de algodão que não caiu em meus olhos, porque, na verdade, eu choro.
Choro porque sou mãe, ilha, terra, berço, colo e o lugar para onde os filhos sabem que podem retornar. Choro porque, quando dispensei a máscara, vi o limiar que existe entre a tristeza, a alegria e a felicidade. Vi a necessidade de ir da esperança à fé, da omissão à ação; do coração à razão de saber que a poesia não é somente um canto e que o poema não é também somente o verso, mas a experiência de ver o limite das janelas que se abrem para dentro e que travam a possibilidade de enxergar o horizonte aberto.
Choro porque sou criatura, porque leio os limites do mar que avança até o ponto que não me invade, lição divina que me diz que sou mãe, ilha, terra, berço, colo. E é por isso que eu choro: sou cenário de Deus apesar dos demônios que passam por mim. Se muito fui aos 40, mais serei aos 400. A minha festa é sem maquiagem, mas cheia da beleza de ser São Luís, esta ilha para onde os filhos sempre poderão retornar. Por um fio, não ia chorar. Mas estou aqui diante de papel, pó de palavras e da escrita.

* Sonia Almeida é Professora da UFMA, membro da Academia Maranhense de Letras e Doutora em Educação. E-mail: prof.soniaalmeida@gmail.com

terça-feira, 8 de setembro de 2009

São Luís - 397 Anos de Sedução


A cidade de São Luís possui uma inquestionável riqueza cultura e arquitetônica. No decorre desses trezentos e noventa e sete anos, a nossa cidade recebeu inúmeros títulos que a fizeram ficar conhecida mundialmente. Mas quem realmente contribui para divulgar o que se produz nesta cidade?

Hoje nós queremos falar de vocês e para vocês. De vocês que visitam o nosso blog com o intuito de conhecer mais a nossa Literatura, que produzem ou reproduzem essa Literatura, que mantêm na internet sites que, total ou parcialmente, divulgam, promovem a nossa criação literária. Por causa de vocês e graças a vocês é que esta lha é reverenciada como Ilha Magnética, Ilha Rebelde, Atenas Brasileira, Cidade dos Azulejos, Patrimônio da Humanidade, Capital Brasileira da Cultura, Ilha dos Amores.

Se pensarmos bem, quantas cidades não possuem azulejos parecidos como os da nossa cidade? Poetas que cantam os seus amores, romancistas que descrevem as suas ruas, pesquisadores que revivem os seus heróis como no Maranhão? Mas poucas possuem tanto orgulho das suas inúmeras manifestações artísticas quanto o maranhense tem da sua cidade. A cidade seduz.

Percebemos que, por toda a Ilha há pessoas que divulgam a nossa Literatura e que merecem um reconhecimento muito mais amplo do que realmente têm. Depois de uma breve pesquisa, podemos dizer sem sombra de dúvida que esses grupos e pessoas são os verdadeiros divulgadores da nossa história e das nossas “estórias”.

No TEATRO

-Tapete Criações Cênicas – grupo de teatro que possui vários espetáculos inspirados em São Luís, preferindo utilizar a própria cidade como cenário (e que cenário!) para as suas belíssimas montagens. Espetáculos como A Cidade, onde os atores passeiam pelo Centro Histórico usando roupas de época do século XVIII e XIX. Outro espetáculo que tem a mesma proposta é Sacada Poética, com os atores recitando os mais belos poemas maranhenses, emocionando tanto os conterrâneos quanto os turistas. Outra produçõa que também exaltou a cidade foi Tambores de São Luís inspirado no romance de Josué Montello, também encenado pelas ruas de São Luís.

- Companhia Xama Teatro - também utiliza a literatura maranhense com fonte de inspiração, como no projeto Contadores de Histórias, na qual o grupo trabalha com as lendas, a cultura e a história de nossa cidade. Outras montagens no mesmo molde foram: Quem tem medo de Ana Jansen? e A Carroça, na qual as lendas e a história são sempre um presente inspirador não só para quem observa, mas para quem a oferece.

- Grupo Independente de Teatro amador (GRITA) - já apresentou a peça Lendas e Fantasias (em 2002), falando sobre a valorosa cultura popular que possuímos, assim como as comidas típicas, os monumentos e a arquitetura impar da cidade de São Luís, utilizando também as ruas da cidade como seus cobiçamos cenários.

No JORNALISMO

- Suplemento Cultural e Literário JP Guesa Errante – o suplemento é simplesmente “a maior celebração do panorama da literatura maranhense de outrora até os dias atuais produzido por um jornal ”. Distribuído pelo Jornal Pequeno desde 2002, o Guesa Errante (em homenagem ao poema mais conhecido de Sousândrade) tem como editor o escritor/entusiasta Alberico Carneiro e como coordenadora a descobridora de talentos (literários!!) Josilda Bogéa. Um anuário é produzido todo final de ano com todos os artigos, resenhas, contos e estudos produzidos por seus colaboradores, que vão desde autores já consagrados até esforçados estudantes de graduação.


- Coluna do Jomar Moraes – o escritor e pesquisador dispensa apresentações. A sua coluna Hoje é dia de Jomar Moraes no jornal O Estado do Maranhão é muito parecido com o que os grandes nomes da nossa literatura, como Tribuzi, Lisboa e Gentil Braga, faziam; proporciona ao leitor uma leitura tão agradável sobre a nossa cultura que, por vezes, salta a alucinação de uma conversa informal com um intelectual amigo.


BLOGEIROS

- Poesia Maranhense – rede de divulgação da Cultura, das artes e da Literatura Maranhense - o site (www.joaobatisdotalago.ning.com) é dirigido por João Batista do Lago, que criou essa “rede de sócio-cultural de divulgação da cultura, das artes e da literatura brasileira” e do idioma português” e que possui como colaboradores assíduos muitos maranhenses, a maioria com uma bagagem cultura respeitável.

- Blog do Profº José Neres - Ele é professor universitário de literatura na Ilha de São Luís e um exemplo de amor para com a Literatura que é produzida no seu Estado. Seu blog (joséneres.blogspot.com) é muito visitado por estudantes e profissionais da área da educação.

- Guesa Errante – O site (guesaerrante.com.br) trás todos os artigos publicados no jornal, sendo que às vezes até trecho que, por falta de espaço, não puderam ser publicados no suplemento. É a nossa Enciclopédia da Literatura Maranhense Virtual.

- Blog do Poeta Kelps – O blog é novo (www.dzai.com.br/poetakelps), o autor é novo (Ronald Kelps), mas ele sabe o que quer. Muita informação sobre a nossa Literatura (com vários poemas do próprio autor do blog), algumas coisas sobre a situação sócio-política do Estado e uma pitada de cultura juvenil.

- Maranharte – O blog (www.maranharte.blogspot.com) tem apenas um ano e meio de existência, vem tentando, da forma mais franca e imparcial possível, divulgar a nova literatura que se produz no Estado, porém, o interesse por meio dos internautas não é tão receptível. Mesmo assim, continuam a empilhar as suas valorosas pedras.


FESTIVAIS E EVENTOS

- Festival GEIA de Literatura o festival é realizado a cada ano, na última semana de agosto, em São José de Ribamar, à 30km do centro de São Luís. Este ano, infelizmente houve uma defasagem no número de produções que falavam sobre a nossa Literatura. Mas a falta foi notada e anotada. Na sua quinta edição, a novidade foi a realização da I Gincana Geia do Conhecimento, onde várias escolas das redes pública e privada da cidade responderam questões sobre dois temas: as poesias de Gonçalves Dias, e o romance Cazuza, de Viriato Corrêa. A direção é de Ricardo Murad.

- Feira do Livro de São Luís – o evento, que acontece no mês de outubro, na Praça Maria Aragão, conta com vários parceiros importantes como a Academia Maranhense de Letras, as secretarias de Estado da Cultura e da Educação, a Universidade Virtual do Maranhão (Univima), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Sebrae-MA; a Associação de Livreiros do Estado do Maranhão; a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), entre outros. Todos com o interesse de servirem como ponte para a apreciação e aquisição de lançamentos editoriais nacionais e internacionais, promover encontros com autores famosos e é claro, divulgar os nossos.

- Gostaríamos de registrar o nosso pesar pela ausência do POEMARÁ que esse ano não foi promovido. Foram vinte e duas edições de muitas realizações, reconhecimentos e descobertas artísticas. Também do Concurso Literário Gonçalves Dias, este por outro lado, já se mostrava propenso a um descaso.


ACERVOS

- Biblioteca Pública Benedito Leite – a BPBL é referência na área de pesquisa no Maranhão. No seu acervo encontramos cerca de 120 mil títulos, sendo que mais de 10% composto de obras raras. Destas, 1.600 é maranhense, um deleite para qualquer pesquisador. Atualmente estar passando por uma reforma. Segundo a diretora Rosa Maria Ferreira Lima, o prédio se encontrava em estado físico lamentável, com infiltrações no teto, nas paredes, rachaduras, defeito nas instalações hidráulicas e elétricas, entre outros problemas. A Biblioteca completou 180 anos recentemente.

- Casa de Cultura Josué Montello Com um acervo composto de, aproximadamente, 35 mil peças, possui coleções de livros raros, publicações avulsas e periódicas nacionais e internacionais, além, claro de toda a colação do romancista Josué Montello, acrescentada de objetos e documentos pessoais do autor de Os tambores de São Luís e Lago do Desterro.

- Biblioteca da Academia Maranhense de Letras – Com um acervo que inclui as primeiras edições do algumas das maiores obras da Literatura Maranhense, é conhecida também como Biblioteca Astolfo Marque, infelizmente não é aberta ao público, mas se a causa é nobre, ele até que se torna mais reflexíveis.

- Biblioteca do Museu de Arte Visuais – A biblioteca não é muito grande e pouco conhecida, mas possui algumas raridades, como as primeiras edições das primeiras obras de Bandeira Tribuzi e Carlos de Lima. Possui também algumas gravuras e fotos da “antiga” São Luís.

-Biblioteca da Universidade Federal do Maranhão - a UFMA possui um acervo numeroso de obras maranhenses, e que é cuidadosamente organizada em um espaço à parte. A novidade aqui, é a presença de dezenas de trabalhos, monografias e teses de mestrado e doutorado falando da Literatura Maranhense.

São Luís tem ainda muita história para contar...