quarta-feira, 26 de maio de 2010

Maranharte Indica : ABC em Processo


ABC em Processo é uma adaptação da obra teatral de Aldo Leite; ABC da cultura maranhense (da qual já falamos aqui no Maranharte). O texto é uma crítica ao período militar, através das falas dos ilustres literatos da nossa cultura: Gonçalves Dias João Lisboa, Artur Azevedo, Maria Firmina dos Reis, dentre outros. Estes escritores ficarão revoltados com o desconhecimento da própria função do que seja ser escritor na retórica da mais nova recém-chegada ( na verdade uma pseudo-intelectual) escritora, sendo que esta também está sendo homenageada com seu busto na Praça do Pantheon.

O Cena Aberta está lançando a campanha "Por uma educação estética na UFMA" e, neste sentido, estará disponibilizando 100 ingressos em cada sessão, a partir da estreia, um total de 800 ingressos, nas oitos sessões, a partir do dia 27, continuando no dia 28, 29 e 30 de maio, e 03, 04, 05 e 06 junho. A campanha abrange todos os seguimentos da UFMA: docentes, discentes, técnicos administrativos e funcionários da SERVSAN. Os interessados deverão retirar seus ingressos com antecedência, na portaria do Circo da Cidade, a partir das 17h, sempre no dia em que os interessados quiserem assistir o espetáculo. IMPERDÍVEL !

Texto: Aldo Leite/ Adaptação e direção: Luiz Pazzini

Estréia dia 27 de maio, quinta-feira, às 20h ( também será encenada nos dias 29, 30 e 31)

Circo Cultural Nelson Brito – Aterro do Bacanga

R$ 20 (meia para estudantes)

Patrocínio: Funarte

Mais informações: 9608 9412/ 9148 4550/ 3221 0873

sábado, 22 de maio de 2010

Maranahrte Informa: IV Feira do Livro de São Luís


O escritor José Louzeiro será o patrono da quarta edição da Feira do Livro, que será realizada este ano. O evento ocorrerá no período de 12 a 21 de novembro.

Segundo site do jornal O Imparcial (www.oimparcial.com.br), a Fundação Municipal de Cultura (Func) vem trabalhando na produção da 4ª edição do evento. Em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a Associação de Livreiros do Maranhão (Alem), a Academia Maranhense de Letras, a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) e o Serviço Social do Comércio (Sesc), uma série de reuniões está sendo realizada com o objetivo de construir uma feira que atenda todas as demandas da população de São Luís. Louzeiro demonstrou-se emocionado pela homenagem, aceitou o convite e já está se envolvendo no processo de elaboração da feira, ajudando a desenvolver a temática para o encontro. Não é a primeira vez que a Feira do Livro presta homenagem ao escritor, no ano passado, ele foi um dos homenageados do evento, participando do Café Literário. Ele também “emprestou” o nome para um dos stands da Feira, o auditório José Louzeiro, palco de lançamentos de livros e palestras.

Sobre o escritor

José de Jesus Louzeiro nasceu em setembro de 1932, em São Luís (MA) e aos 16 anos, iniciava no jornalismo no jornal O Imparcial. Depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde acumulou experiências em diversos órgãos da imprensa como: Revista da Semana, O Jornal, da cadeia dos Diários Associados. Ainda no Rio, passou pelas redações da Revista da Semana, Manchete, Diário Carioca, Última Hora, Correio da Manhã (no Rio) e, em São Paulo, pela Folha e o Diário do Grande ABC. A estreia na literatura aconteceu em 1958 com o volume de contos intitulado Depois da Luta. Entre os livros mais conhecidos de José Louzeiro estão a Infância dos Mortos, argumento do filme Pixote; Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia (título homônimo no cinema); Aracelli, Meu Amor; Em Carne Viva, lembrando o drama de Zuzu Angel e do filho Stuart Angel, torturado e morto na década de 60.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

sábado, 15 de maio de 2010

Literatura, Câmera, Ação: Luis Augusto Cassas






Fonte: a primeira entrevista foi concedida ao Dr.Paulo Urban para a TV Espiritualista. A segunda , para o jornalista Mahrio Lincoln concedida em São Luís (Hotel Pestana) em fevereiro de 2009. Lincoln possui um site dos mais visitados: www.mhariolincoln.jor.br

sábado, 8 de maio de 2010

Opinião de Pedra: José Neres.


Quem escreve, ouve...

José Neres

Toda pessoa que se dedica à árdua tarefa de escrever, vez ou outra, se vê às voltas com algumas frases que, dependendo do estado e do nível de sensibilidade do escritor, pode levá-lo a uma explosão de ira, de riso ou até mesmo de lágrimas.

As situações descritas a seguir, parecem inventadas, mas, infelizmente, são ditas por aí com uma frequência assustadora e, o pior, com impressionante ar de naturalidade.

Para começar, temos uma cena que poderia acontecer em qualquer lugar onde houvesse um escritor e um hipotético leitor. Alguém comenta (ou aponta) dizendo que o fulano que se aproxima é o autor do livro Tal. A pessoa insinua um sorriso e, atabalhoadamente, tenta dar mostrar de conhecer os trabalhos do autor, que, muitas vezes constrangido, nem sempre encontra ânimo para dizer que o livro comentado com tanta euforia não é seu.

Também não é incomum que o poeta, romancista, contista ou teatrólogo, ao encontrar alguém que leu parte de suas obras expresse sua admiração com uma das frases mais cruéis que alguém poderia dizer: “Nossa! O livro é seu mesmo? Foi você que escreveu?” O escritor fica sem saber se aquilo foi um elogio pela qualidade da obra ou se foi um questionamento sobre sua capacidade de escrever algo que prestasse. Na dúvida, prefere agradecer com um sorriso amarelo estampado nos olhos da incredulidade.

Outra frase muito corriqueira aos ouvidos do escritor é: “Como eu faço para ganhar um livro seu?”, ou as variações: “E quando é que você vai me dar um livro?”, “Cadê meu livro?”, “Estou esperando meu livro! Não esquece!”, “Eu queria tanto ler o teu livro, mas ainda não ganhei nenhum.” Poucas são as pessoas que se lembram de perguntar onde o livro está à venda ou quanto custa o livro. Isso talvez aconteça porque a maioria das pessoas ignore que toda produção cultural tenha um custo e que não são raras as vezes em que o próprio autor é o financiador do projeto e que possivelmente tenha acalentado o sonho de um dia recuperar pelo menos parte dos recursos gastos, já que lucro ele não espera conseguir.

Caso interessante foi o de uma senhorita que, conversando um amigo escritor, não teve o menor constrangimento em dizer para ele: “Passando pela livraria, vi um livro seu, mas nem comprei, não vou gastar dinheiro comprando um livro de um amigo que seu que vai me dar um ou pelo menos emprestar para tirar uma xérox”.

Por falar em xérox, há aquelas pessoas que têm o descaramento de pedir autógrafo na cópia xerografada de um livro que foi lançado recentemente e que se encontra disponível para venda. Geralmente, quem faz isso age como se tal atitude fosse uma homenagem ao escritor.

Temos também o caso em que alguém ganhou o livro do próprio autor, mas não se contenta em ter somente a obra e exige uma dedicatória. Quando, tempos depois, o escritor cai na asneira de perguntar se a pessoa gostou do livro, escuta invariavelmente: “Rapaz, ainda nem tive tempo de ler, mas assim que puder, eu leio”. Houve um caso bastante interessante de um autor que distribuiu seus livros para os amigos mais íntimos em uma quinta-feira e, na terça-feira seguinte, encontrou seu livro disponível em um sebo, com uma marca de corretivo cobrindo a dedicatória que ele fez para um de seus grandes amigos.

Não podemos esquecer aquelas pessoas que, quando são convidadas para um lançamento de livro, não perguntam nem mesmo o título da obra, vão logo para o seguinte questionamento: “vai ter um coquetel de graça para os amigos, não vai?”

De qualquer forma, esses acontecimentos, que oscilam entre o trágico e o cômico servem para dar mais cor à vida do escritor ou, quem sabe, possam até se transformar em mote para novos livros.

Fonte: blog do autor: http://joseneres.blogspot.com. O texto foi publicado n`O Estado do Maranhão, 06/05/2010.

domingo, 2 de maio de 2010

Maranharte Indica: A Tara e a Toga, de Waldemiro Viana

Membro da Academia Maranhense de Letras , o escritor Waldemiro Viana, lançou na última semana o romance A Tara e a Toga, primeira obra a ser lançada com o Selo Fundação José Sarney. A obra narra, de forma romanceada, um dos mais intrigantes crimes do Brasil, ocorrido no Maranhão: o assassinato da jovem Maria da Conceição,ou Mariquinha, a devassa pelo desembargador Pontes Visgueiro.
A obra foi escrita em pouco tempo , apenas quatro meses, mas com um longo período de pesquisa. A ilustrada ficou a cargo do artista plástico Jesus Santos.

Segundo Viana; “O caso Pontes Visgueiro é um dos mais famosos da história judiciária brasileira e emocionou o país, à sua época. Tratava-se de um juiz ancião e surdo, que morava, solitariamente, em um sobrado em São Luís do Maranhão. Apaixonara-se pela sua empregada, da qual se tornou amante. Um dia, esfaqueou-a e matou-a, enterrando-a no jardim da casa, dentro de um grande caixão. Descoberto o crime, exumado o corpo, o desembargador Pontes Visgueiro foi preso, tendo a população se amotinado contra ele, a exigir pena de morte. Foi julgado pelo Supremo Tribunal de Justiça, perante o qual o procurador da Coroa, Francisco Baltazar da Silveira, pediu a condenação máxima. Os advogados de defesa foram, por escolha de Pontes Visgueiro, o senhor Francisco Otaviano, que não prosseguiu na causa, e Franklin Dória, o Barão de Loreto, homem público de prestígio, advogado brilhante e escritor renomado. O julgamento realizou-se em 13 de maio de 1874 e o final da história é surpreendente.” ( fonte: site maranhaohoje, de 23 de Abril de 2010)

Existe também uma obra de Evaristo de Moraes intitulada O caso Pontes Visgueiro, um erro judiciário, publicado pela editora Siciliano e que, de forma mais jornalística, desvenda todos os elementos judiciários que cercaram este que foi um dos casos mais comentados do final do século Xix no Brasil.