sábado, 31 de julho de 2010

Maranharte Informa: I JORNADA PERGAMINHO MARANHENSE

A Café & Lápis Editora, com o objetivo de discutir a realidade e os desafios da pesquisa em História do Maranhão, e propor alternativas, realizará no mês de setembro a "I JORNADA PERGAMINHO MARANHENSE: desafios da pesquisa em História do Maranhão”.

Na oportunidade lançará a Coletânea “PERGAMINHO MARANHENSE: estudos históricos (vol. 1)”, mais uma publicação desta Editora, reunindo 9 (nove) artigos de conceituados autores, relativos a temáticas sobre História do Maranhão, sob a organização dos historiadores Claunísio Amorim Carvalho e Germana C. Carvalho.

INSCRIÇÕES (A PARTIR DE 02 DE AGOSTO):
Valor:
-R$ 12,00 – Somente Certificado;
-R$ 20,00 – Certificado + Livro.
Local de Inscrições:
-Livraria Prazer de Ler – CCH – UFMA (Campus do Bacanga);
-Livraria Athenas – Rua do Sol - Centro.
Informações:
E-mail: cafelapis.editora@gmail.com.
TEL: (98) 3082-8871 - Fala c/ Germana ou Claunísio.

PROGRAMAÇÃO:

08:30 h - Credenciamento
10:00 – 11:30 h - Mesa 1: Memória, Identidade e Literatura
Participantes: Ms. Dinacy Mendonça Corrêa (Letras –UEMA);
Esp. Jeane Carla Oliveira de Melo (Mestranda Cultura e Sociedade – UFMA);
Esp. Marcelo de Sousa Araújo (Mestrando Cultura e Sociedade – UFMA);
Ms. Régia Agostinho da Silva (História – UFMA).

13:30 – 15 h - Mesa 2: Política, Economia e Movimentos Sociais
Participantes: Dr. Baltazar Macaíba de Sousa (História – UFMA);
Esp. Marivânia Melo Moura (Especialista História do Maranhão);
Dra. Marize Helena de Campos (História – UFMA).
15:30 – 16:30 h - Conferência de encerramento:
Preservação e inserção: uma leitura de imagens
Dra. Júlia Constança Pereira Camêlo (História – UEMA).

17 h - Lançamento Coletânea Pergaminho Maranhense: estudos históricos
Café de Encerramento

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Maranharte Recomenda: Site da Biblioteca Benedito Leite


Não, não parece que foi ontem que fomos à Biblioteca Benedito Leite e a mesma se encontrava fechada. No mês que vem, irá completar UM ANO que a maior biblioteca do nosso Estado estar com suas portas fechadas para uma reforma que parece nunca terminar (ou começar!). Segundo informações de funcionários, tal reforma já começou, mas também se ouvi que somente agora os engenheiros estão fazendo as devidas observações sobre o que deve ser modificado, construído ou demolido. A situação fica ainda mais grave quando pensamos que estamos em tempos de campanhas políticas e os devidos governantes não vão querer gastar suas “economias” com a preservação de alguns centenas de livros raros, antes, devem converter tais verbas para as suas promissoras campanhas.

Enquanto não temos a nossa biblioteca de volta, podemos visitar o acervo digital da biblioteca. O site possui ainda poucas obras digitalizadas, mas quem se interessa por obras raras e por jornais antigos da nossa cidade terá boas surpresas. Para ter acesso aos arquivos virtuais é preciso que se cadastre no sistema. Após a realização do cadastro você terá sua própria biblioteca virtual. O numero ou senha de acesso aparecerá no seu e-mail.

Para ter acesso ao site clique AQUI.


P.S. – Estamos teoricamente de férias, mas planejando eventuais mudanças. Neste período iremos atualizar os textos mais antigos para a nova ortografia. Brevemente teremos muitas novidades.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Encontrando as Pedras XLIII

Tua Sombra
Notívago contumaz
Me arrasto, com meus pensamentos vagos
Pelas vielas frias de
De minhas incertezas,
E do vasto manto da
Noite negra de minh’alma
Surge, como um bálsamo
Para minhas cruciantes dores,
A tua sombra amiga,
A tua voz em ecos,
Em momentos sanos
Da real paixão,
Que de qualquer sorte
Me acompanharão,através dos séculos,
Mesmo depois da minha morte

Douglas Cunha - Jornalista

sábado, 3 de julho de 2010

Maranharte Informa: Revista Littera - UFMA

Foi lançado neste final de junho um novo número da Revista Littera, periódico acadêmico do Curso de Letras da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, que tem entre seus editores os professores: Dino Cavalcante, Ilza Galvão Cutrim, Marcia Manir Miguel Feitosa, Maria Aracy Bonfim, dentre outros.
Depois de seis edições impressas, o período muda de formato e agora é virtual. Proposta esta que possibilitará mais leitores.
A revista vem com dez trabalhos acadêmicos na área de Letras, em geral: Literatura Brasileira ou Estrangeira, Língua Portuguesa, Linguística, etc. Infelizmente não tivemos produções sobre a nossa literatura, mas as pesquisas sobre o nosso folclore (Toadas do Tambor de Crioula de São Luís (MA): a exaltação a santos católicos para uma análise do discurso, de Juliana Campos LÔBO & Luís Rodolfo CABRAL) e a nossa linguagem (Cravícula e carcanhá: a incidência do rotacismo no falar maranhense, de Gizelly Fernandes MAIA DOS REIS) estão bem representadas. Destacamos também a participação do nosso colaborador Flaviano Menezes com o artigo Das questões sobre a poética, o ingênuo, e o sentimental, segundo Schiller, produzido com a colaboração do Prof. Dr. Almir Ferreira DEFIL/UFMA).
Esperamos que a próxima edição seja dedicada a Literatura, em especialmente, a Maranhense.

Para ter acesso ao site clic AQUI

Opinião de Pedra: José Ewerton Neto


SÓ ACONTECE EM SÃO LUIS

Outro dia recebi pela Internet uma “lista” de coisas que só acontecem em São Luis. A lista, bem-humorada, está repleta das aparentes contradições de nossa cidade, apelando para trocadilhos, alguns sutis outros nem tanto. Só em São Luis, segundo a lista, é possível ser preso na Liberdade, passar aperto na Rua Grande, morrer no Reviver, urinar no beco da Bosta, ser um João NInguém no João de Deus, torcer para o Vasco na vila Flamengo, ser ateu na Fé em Deus, ir de ônibus para a Coréia, chupar laranja na rua das Cajazeiras, ter um inferninho no residencial Paraíso, criar codorna no parque dos Sabiás, achar um português na Avenida dos Franceses, levar um tiro na Rua da Paz, etc.etc.

Se pensarmos mais um pouco sobre o tema há de nos surpreender que - sem trocadilhos e passando da ficção para a realidade – é fácil constatar que existe muito mais contradição na vida de nossa bela cidade:

1. Seus motoristas adoram circular com carros maiores que as ruas. Quem por mais de uma vez não se surpreendeu com a peripécia de um cidadão dirigindo um carro quase do tamanho de um ônibus, querendo, à força, trafegar e estacionar nas ruas do centro da cidade? Estranho, não é? As ruas mal dão para passar um carro pequeno e o sujeito ainda quer estacionar comodamente. Coitado dele e de todos nós, que, sem outra alternativa, somos forçados a esperar horas e horas, pela batalha de um possível paranóico, labutando em vão contra as impossibilidades que só ele não vê!

E, por outra, quantas horas por dia são perdidas, em frente aos colégios, apenas porque as madames, com preguiça de andar dez metros, decidem ocupar com os carrões-fila-dupla dos maridos, espaços que dariam para passar dois carros? Se, segundo as más línguas, tanto sacrifício ( para si e para os outros ) é apenas para mostrar que têm dinheiro, por que não compram um carro menor para usufruir de mais comodidade e deixam o carro grande para as avenidas e estradas? Ou será que a família gastou todas as suas economias na compra do carrão e nada sobrou para adquirir um pequeno e pragmático veículo? É questão de falta de dinheiro ou de inteligência?

2. Suas ruas têm mais barreiras eletrônicas quanto mais buracos. A regra parece ser a seguinte: quanto mais proliferam os buracos nas ruas, mais barreiras eletrônicas são implantadas. Dá para acreditar? Ora, se os buracos já impedem que os carros andem com velocidade normal para que servem as barreiras eletrônicas? Não seria melhor empregar oficialmente os buracos com essa finalidade já que, nesse caso, não é preciso pagar pela implantação do serviço?

Ah, sim, ia esquecendo. Buracos obrigam a diminuir a velocidade, mas não geram multa!

3. Possui o titulo de Atenas Brasileira mas não se vêem livrarias e - menos ainda – livros de autores maranhenses.

O que a cidade e seus cidadãos tem contra as livrarias? Por que são tão poucas? E por que nunca exibem em suas prateleiras livros de autores maranhenses? Alguém poderia pensar que isso se dê porque eles escrevam mal, mas não é esse o caso a julgar pelos prêmios literários que ganham fora do estado e pelas suas obras, adotadas por entidades culturais de grandes capitais do Sul do país.

Recentemente, um autor maranhense queixou-se de que não conseguiu colocar seu livro nas redes Big-Ben. Vai ver que os livreiros dessa rede, ou das livrarias dos shoppings, entendem que livros são feitos para enfeite e autores maranhenses para serem lidos por cupins. E que o melhor título para a cidade de São Luis não é o de Atenas Brasileira – do passado - nem o de Jamaica Brasileira (para a qual foi “promovida”) mas o de Apenas Brasileira, trocadilho infame para o qual parece irremediavelmente destinada.

Fonte: artigo publicado em O Estado do Maranhão (29/06/10)

José Ewerton Neto (ewerton.neto@hotmail.com) é membro da AML