terça-feira, 28 de setembro de 2010

Maranharte Informa: site da Feira do Livro e Lançamento do livro de Wilson Marques

Novo site da VI Feira do Livro de São Luís já está no ar

O Espaço virtual trará notícias, programação, mapa com identificação de auditórios, estandes , informações sobre o patrono e escritores convidados, entre outros.

Acesse: www.feiradolivrodesaoluis.com.br ou AQUI


LANÇAMENTO DO LIVRO O TAMBOR DO MESTRE ZIZINHO. DIA PRIMEIRO DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA, NA LIVRARIA LEIAMUNDO NO SHOPPING JARACATY, A PARTIR DAS 19H

Palavras do autor:

"Acaba de ser publicado pela editora Mercuryo Jovem O tambor do Mestre Zizinho, com ilustrações de Dedê Paiva. O livro, ambientado num quilombo em algum lugar do Maranhão, narra a história de um menino sensível e curioso, que sempre está querendo saber das coisas e não para de perguntar. Porém, para sua decepção, a resposta que mais ouve dos adultos, sempre atarefados ou sem paciência, é um sonoro “é a língua do perguntador”.Decidido a saber o que é quilombola, e depois de ouvir muitos “é a língua do perguntador”, Zizinho procura a professora Joci. Sempre prestativa, ela explica tudo ao garoto. Em contrapartida, propõe-lhe um saudável desafio: preocupada com o desinteresse das pessoas da comunidade pelas tradições locais, sugere que o menino organize uma festa de Tambor de Crioula, expressão popular de raízes africanas típica do Maranhão. Com a ajuda de Mestre Bié, Zizinho consegue organizar uma bela festa, vira mestre e descobre que pode ganhar uma viagem de sonhos para um país lindo e distante que ele jamais imaginara conhecer."

Fonte: http://www.wilsonmarques.zip.net

sábado, 18 de setembro de 2010

Maranharte Entrevista: Professor e escritor José Neres


Conversar sobre a literatura maranhense com o professor e escritor José Neres é dialogar com alguém que ama a sua terra, admira seus artistas, e principalmente, valoriza as obras de arte aqui produzidas. Ao encontrarmos alguém que não precisa recorrer a grandes literatos mundiais para discorrer sobre as questões sociopolíticas e estéticas, percebemos o quanto perdemos um pouco de nossa identidade nessa roleta-russa chamada “indústria cultural”. Mas se precisar, ele citará algum escritor ou crítico europeu sem nenhuma arrogância, para José Neres, a literatura tem uma função reveladora que não deve ter fronteiras, principalmente entre os povos.

Quando idealizamos o MARANHARTE tivemos dois grandes incentivadores, no que diz respeito a embasamento teórico: o Prof. Dino Cavalcante, hoje professor de Literatura Brasileira (DELET-UFMA) e coordenador da Revista Littera, e o Prof. Neres, que não conhecíamos pessoalmente, apenas pelos artigos publicados no jornal O Estado do Maranhão e que incessantemente gostávamos de reler. Em um desses artigos, Neres chamava atenção para os escritores esquecidos pelos jovens maranhenses. Foi um puxão de orelha para pessoas que, como eu e Mariane, falavam aos quatros cantos o quanto gostavam dos poemas de Nauro Machado, das comédias de costume de Artur Azevedo e da pouca divulgação das obras produzidas pelos novos escritores, mas não faziam/fazem muita coisa para mudar. A nossa arte literária apenas pede para ser novamente reconhecida como “familiar”; nas escolas, nos ônibus, nas conversas, pesquisadas nas bibliotecas, declamadas nos cantos da velha São Luís.

Para Mário de Andrade, numa conclusão bem hegeliana, a arte não tem uma funcionalidade, ou melhor, uma “utilidade imediata”, mas sim, transcendental, que envolve subjetividade, percepção e uma pitada de racionalidade, e que, por isso, está mais direcionada a construção de uma identidade, de possibilidades de entender-se no mundo enquanto ser que constantemente se constrói. Ao escrever uma obra literária, o seu autor pensa ou em “promover essa consciência”, ou apenas libertar os desassossegos do homo demiens que por vezes fala mais alto. Em José Neres, ambas as inquietações incitam a produção de contos e críticas/relatos sobre a literatura maranhense que serão lidas, pesquisadas e admiradas pelas gerações que virão.

José Ribamar Neres Costa nasceu em São José de Ribamar (MA), no dia 17 de fevereiro de 1970. Residiu por um período em Brasília e Goiás, voltando para o Maranhão, onde estudou Letras na UFMA e fez pós-graduação em Literatura Brasileira na PUC-MG. Atualmente é Mestrando em Educação pela Universidade Católica de Brasília e professor do Centro de Ensino Atenas Maranhense Ltda - FAMA.

Autor de Negra Rosa e outros poemas (1999 - 2ª edição, 2003), Os Epigramas de Artur (em colaboração com Dino Cavalcante - 2000), O Discurso e as Ideias (também em parceria com Dino Cavalcante - 2002), A Mulher de Potifar - Teatro (2002), Poemas de Desamor (2003), Estratégias para matar um leitor em formação. (2005), Restos de Vidas Perdidas (2006), 50 Pequenas Traições (2007), Montello: O Benjamim da Academia (2008) e dezenas de artigos publicados em jornais e revistas. No mês de novembro será lançado Tábua de Papel, estudos de literatura maranhense, organizado pelo Prof. José Neres, com a participação de alguns profissionais da área da literatura.

A entrevista foi concedida ao coautor do blog MARANHARTE, Flaviano Menezes.

MARANHARTE - Como foi sua infância? Ela foi fundamental para o desenvolvimento da sua escrita, ou o senhor só começou a se interessar pela literatura mais adiante?

José Neres - Minha infância foi uma maravilha. Cercado pela natureza de Goiás e pelo ar seco de Brasília. Vida tranquila, com bons amigos, esportes e tudo que uma criança pode querer. O principal foram os poucos, mas importantes livros que tive o prazer de ler nessa época. O primeiro que li, com toda a gula, foi A Tulipa Negra de Dumas, livro que até hoje tenho. E depois o Robin Hood, que perdi na mudança.

M - O folclore maranhense e os vultos literários parecem forjar as bases de sua literatura. Como esses dois mundos aparentemente distantes definiram a sua escrita?

J.R. - Quando era garoto, quase não ouvi falar das grandes figuras do Maranhão. Sabia quase nada de minha terra. Ao voltar, já quase adulto, encantei-me com as maravilhas as quais eu não pude aproveitar na infância e na adolescência. Comecei então a pesquisar e cada vez que lia, percebia que quem foi criado aqui também pouco sabia. Li tudo o que pude e comecei a colecionar reportagens de jornais e de revistas. Quando aqui cheguei ouvia sempre o programa Coisa Nossa, do Florisvaldo Sousa, e fui conhecendo um pouco de nossos valores e de nosso folclore. Gostava quando cantores e escritores falavam sobre suas experiências com a linguagem. Isso foi ficando em minha cabeça até quando comecei a escrever.

M - Quando o senhor sentiu a necessidade de escrever sobre a Literatura Maranhense? Algum autor em especial o inspirou?

J.N. - Fiquei encantado quando li os versos de Ferreira Gullar. Como fui alfabetizado com poemas, Quintana, Drummond, Bandeira, Guilherme de Almeida...,gostava de ler poesia. Mas Gullar parecia diferente. Forte. Contundente em seus versos. Ao mesmo tempo social e lírico. Fiquei apaixonado pela obra dele. Depois tive o prazer de ler José Chagas, um escritor maravilhoso tanto na poesia quanto na crônica. Depois tive contato com as obras de Arlete Nogueira, Montello, Tribuzi e outros. Todo bom escritor é meu mestre.

M - Hoje se discute a “ideologia da Atenas Brasileira”, quando alguns pesquisadores (incluindo maranhenses e autores de outros Estados que vivem aqui), afirmam que tal “epíteto” é equivocado, quando se sabe que alguns dos seus maiores vultos nem estavam em São Luís em tal período (século XIX). O que o senhor pensa disso?

J.N. -Acho essa discussão meio sem sentido. O que foi já foi. Seria melhor estudar o passado dando atenção a quem está produzindo agora, sem esperar que o escritor morra para só então ser homenageado. Esse título de Atenas Brasileira não me influenciou muito, pois, como eu disse antes, não fui criado aqui, então não fiquei preso a essa ideia passadista. Mas tenho grande admiração pelos escritores fundamentais de nossa literatura: Gonçalves Dias, Sousândrade, João Lisboa, Maria Firmina etc.

M - O senhor passeia entre o romance e a crítica literária, e já até enveredou por outros gêneros. Hoje, já é possível identificar uma preferência pelo romance ou pela crítica?

J.N. - Na verdade tenho um carinho muito especial pelo conto. Sou fascinado por contos, principalmente os mais curtos e sintéticos, como os de Trevisan, ou fortes, como os de Rubem Fonseca. A parte crítica é uma necessidade. Fico pensativo ao ver que se explora tão pouco os nossos escritores, com pouquíssimos mergulhos na crítica. O livro é lançado e logo esquecido. Então tento ocupar um espaço que parece que ninguém quer, o de estudar nossos autores contemporâneos.

M - Quais escritores foram fundamentais para a sua formação nas duas áreas?

J.R. - Vamos por partes. Na crítica e história literária, aprendi muito com Assis Brasil (de quem li quase toda a obra), Davi Arrigucci Júnior, Luís Costa Lima (que é sempre um desafio), Antônio Candido e Silviano Santiago.

Na poesia: Gullar, Chagas, Nauro Machado, García Lorca, Mario Benedetti.

Na prosa: Borges, Camus, Duras, Flaubert, Calvino, Montello, García Márquez, Assis Brasil, Kafka e outros.

No Teatro: Shakespeare, Antônio Buero Vallejo, Plínio Marcos, Nelson Rodrigues e os gregos clássicos.

Mas leio tudo o que passar por minha frente, sem preconceitos.

M - Como reage as críticas positivas e negativas em relação aos seus livros? Alguma em especial o deixou elevadamente feliz ou demasiadamente triste?

J.N. - As críticas (positivas ou negativas) são poucas. Essa é a vantagem e desvantagem de escrever para uma população que não dá valor à leitura nem aos livros. Nunca nenhuma delas me chateou.

M - Em Estratégias para matar um leitor em formação, o senhor fala sobre a importância da leitura e o papel do professor como mediador nesse processo de chamar a atenção do jovem para o desenvolvimento intelectual através dos livros. Sabemos que a paixão pela literatura não é algo a ser ensinado, mas como recomendar a literatura a um jovem arredio a esta arte?

J.N. - Isso passa por várias etapas, desde a família até a escola, passando por políticas públicas e mudança de visão sobre o que é ensinar. Esse livro (que pretendo reeditar em breve) é uma forma de dizer que muita coisa está errada em nossa educação. É uma forma cínica e séria de mostrar nossa realidade em sala de aula, com alunos desmotivados, professores despreparados, escolas sucateadas, pais desinteressados com a aprendizagem dos filhos etc.

M - Por outro lado, há um pequeno e interessante texto seu que fala sobre as pessoas que querem ler e não têm coragem de ir a uma livraria. São pessoas que, quando amigos de um escritor, sempre jogam uma indireta para ver se ganham algum livro. O senhor ainda encontra esse tipo de “pseudoleitores” nas salas de aula ou em suas palestras?

J.N. - É o que mais se vê. Em todos os lugares alguém pede livros. Se fosse para ler, seria bom, mas é apenas para dizer que tem o livro com autógrafo. Como forma de divulgar meus trabalhos e acabar com esse tipo de abordagem, disponibilizei alguns livros na internet, mas vez ou outra aparece alguém dizendo que não tem acesso a meus livros. Alguns fazem isso por e-mail.

M – Outro livro seu bem conhecido é 50 pequenas traições. O senhor nega que haja alguma experiência autobiográfica naqueles pequenos contos, mesmo assim, os leitores continuam a questioná-lo. Isso lhe incomoda? Como surgiu a ideia do livro?

J.N. - Naquele livro apenas uma história foi baseada em um fato que um aluno me contou há muitos anos. O restante foi tudo tirado da imaginação. A ideia surgiu quando eu parei para pensar que tantas mulheres se arrumam para maridos e namorados e alguns nem notam. Escrevi então o primeiro conto. Pois outros homens podem notar a beleza que o marido não vê. A pergunta sobre se foi baseada em casos acontecidos não me incomoda, o que me incomoda é quando alguém pergunta se é um livro de piadas. Mas com o grau de instrução de quem não sabe distinguir um miniconto de uma piada, essas pessoas estão perdoadas.

M - Por algum período, a literatura maranhense foi pouco explorada na sala de aula. Parece que essa realidade está mudando. Recentemente, iniciou-se na Universidade Federal do Maranhão uma pós-graduação em Literatura Comparada, na qual uma das disciplinas é, por felicidade e orgulho, a nossa literatura. Segundo o Professor José Neres, por que estudar a Literatura Maranhense?

J.N. - Para dar valor ao que nós temos. Nada pior do que saber que nossos autores são desconhecidos na própria terra e cultuados lá fora. Quantas pessoas se assustam ao saber que Gullar é maranhense, que João Mohana foi premiado pela ABL, que Ronaldo Costa Fernandes é um do mais respeitados intelectuais do Brasil atualmente. Então, o estudo da literatura e das artes em geral serve para formação cultural de um povo.

M - Como é o seu processo de trabalho? Deixa que sua família ou amigos leem as primeiras versões? Relê os textos?

J.N. - Raramente releio um texto meu. E quando tenho que fazer isso me assusto, como se não fosse meu. De alguns eu gosto muito, outros parecem estranhos ao meu olhar de hoje. Quase sempre começo a pensar um texto do final e só depois começo a imaginar como será o final. Às vezes passo dias, meses com a ideia na cabeça antes de começar e escrever. Não costumo usar papel e caneta, escrevo diretamente no computador, o que me dá mais agilidade e permite que eu escreva mais.

M - Em 2008 o senhor lançou Montello,o Benjamim da Academia, sobre a entrada do romancista Josué Montello na Academia Brasileira de Letras. Houve alguma restrição imposta pela família ou pelos editores, sendo que o senhor descreve um dos assuntos mais interessantes, mas também espinhosos, que é a “guerra interna” pela sucessão de uma cadeira na ABL? Algum episódio ficou de fora ou o senhor preferiu não incluir?

J.N. - Há dois capítulos que resolvi tirar, mas não por causa de uma censura interna, mas sim por conta do objetivo maior do trabalho que foi mudado. A princípio, eu iria escrever sobre a presença de Montello na ABL, então os capítulos relacionados à presidência, à campanha para Sarney e outros episódios ficariam deslocados. Preferi tirá-los. Mas tem um estudo que eu não publicarei, sobre o plágio que um escritor maranhense fez de duas obras clássicas, uma montagem de mau gosto. Mas não irei publicar isso jamais, pelo respeito à figura humana em geral e à pessoa em si, que não merece o castigo de ter seu nome jogado aos logos. Mas o livro está por aí e pode ser lido.

M - Qual o maior desafio de se fazer uma crítica literária?

J.N - Eu não faço crítica literária propriamente dita. Faço comentários de textos e autores que eu tenha achado interessante. Como não tenho compromisso formal com esse tipo de produção, escrevo sobre o que gosto. Em alguns casos, ao reler a obra, tenho uma visão diferente e escrevo sobre ela, às vezes, descarto totalmente a possibilidade de escrever sobre aquele trabalho. Mas sempre respeito o esforço do autor e seu desejo de fazer algo pelas letras. Agora o mais difícil é encontrar algumas obras, como também é difícil escrever sobre a obra, sem ofender as pessoas por trás do texto.

M - Lembro-me de uma frase sua, na verdade, uma observação, feita num café literário, na qual o senhor perguntou; - Qual é a única casa comercial que fecha às 18:00h no Dia das Mães? E o senhor mesmo respondeu; - A livraria! Todos riram, mas foram sorrisos amarelos e com certa taxa de culta (inclusive minha!). O problema da falta de interesse pela leitura não é só um problema regional, muito menos estadual, apesar do nível de analfabetismo em nosso Estado se mostrar vergonhosamente alto. O que estar faltando? Editoras, livros mais baratos, livrarias, propagandas ou mais estímulos pedagógicos?

J.N. - Isso é geral. Por exemplo: recentemente inauguraram um novo shopping perto de uma faculdade. Mas ficou mais fácil encontrar uma pista de patinação no gelo (aqui nos trópicos) que uma livraria, que lá não tem. Não é que livro seja supérfluo, mas não há interesse em adquiri-los. Algumas pessoas têm vergonha de dizer que gostam de ler. É mais fácil lotar um show de qualquer tipo de música, mesmo de quem não sabe cantar, do que encontrar um lançamento de livro repleto de pessoas interessadas na obra. Alguns só vão pelo coquetel.

M – O senhor é amigo de alguns imortais da Academia Maranhense de Letras, em especial, o romancista José Ewerton Neto, que é considerado ainda um “jovem escritor”, principalmente se compararmos com os outros imortais. Para quem está de fora, imagina que, com a entrada de novos e jovens escritores, a Academia mude sua forma de dialogar com a comunidade que a cerca, porém, tudo continua da mesma forma; eventos de lançamentos de livros dos acadêmicos, honrarias, mais lançamentos de livros e mais honrarias. Sabemos que em outros Estados, os “imortais” oferecem aos estudantes e aos jovens escritores palestras e cursos em suas academias, aqui, ocorre apenas nas feiras e nos festivais literárias. Existe a falta de diálogo entre a nossa Academia e a comunidade?

J.N. - A Academia deve ser uma casa aberta ao povo. Um monte de livros guardados, sem leitores não interessa a ninguém. Sou amigo de vários acadêmicos e sempre conversamos sobre esse isolamento da instituição. Muitas pessoas nem sabe onde fica a AML, ainda há aqueles que confundem a sigla com IML. Torça para que os acadêmicos sejam reconhecidos nas ruas e que possam servir como exemplo para os jovens talentos que surgem a cada geração.

M – Acha o traje da Academia Maranhense de Letras bonito? O senhor ficaria bem nele?

J.N. - Tenho a impressão de que na AML eles não usam fardão e sim um colar como símbolo da instituição. Se merecer, quem sabe um dia me candidate a uma vaga?

M – Qual o livro, produzido por um autor da nossa terra, que o maranhense não leu e deveria ter lido?

J.N. - Há várias obras que deveriam ser lidas pelo povo maranhense, mas tem um que deveria ser mais explorado, que é o livro Vencidos e Degenerados, do Nascimento Moraes, uma obra espetacular sobre o momento em que o negro recebe sua liberdade. O livro fica entre as obras que retratam de modo mais contundente a situação do escravo e do ex-escravo no Brasil.

Muito Obrigado, Professor Neres.



Aproveitando a ocasião, publicamos também o artigo do professor e escritor José Neres sobre a Literatura infanto-juvenil no Maranhão. Neste artigo publicado em quatro partes no jornal O Estado do Maranhão, Neres comenta sobre os autores maranhenses que deixaram seus legados não só na literatura adulta como também a infanto-juvenil. Ele afirma que entre os maranhenses, há escritores de todos os gêneros literários que se notabilizaram por suas obras tidas como “adultas”, mas que também deixaram suas contribuições, mesmo que esporádicas, na tessitura de obras infanto-juvenis.

Clique AQUI para ler o artigo.

Também queremos divulgar o e-mail enviado pela Café & Lápis Editora Ltda. que recebemos hoje (19/09/10)


Jornada e Coletânea de Literatura Maranhense em novembro

Com o intuito de promover uma salutar discussão em torno da literatura produzida por autores maranhenses, a Café & Lápis Editora realizará, no dia 06 de novembro (sábado), no Auditório Che Guevara/Sindicato dos Bancários em São Luís, a Jornada Tábua de Papel – Literatura Maranhense, com a participação de professores universitários e escritores, que palestrarão sobre variadas temáticas.

Ao final do evento, será lançado o livro coletânea TÁBUA DE PAPEL: ESTUDOS DE LITERATURA MARANHENSE, organizado pelo escritor e professor JOSÉ NERES, da Faculdade Atenas Maranhense, reunindo artigos de dez autores.

Em breve, locais de inscrições e programação completa. Aguardem!