quarta-feira, 30 de março de 2011

Maranharte Indica: Café Literário no Odylo Costa Filho

Nesta terça-feira (29), iniciou as edições mensais de 2011, do projeto Café Literário, promovido pelo Centro de Criatividade Odylo Costa, filho. A primeira edição do Café Literário de 2011 teve como convidados os escritores Alberto Tavares Vieira da Silva e Joaquim Itapary para um bate- papo sobre literatura maranhense. O encontro aconteceu às 18h30 no hall do Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, na Praia Grande.O Café Literário de 2011 terá temática voltada para personalidades maranhenses que deixaram seu nome na história. O primeiro Café Literário de 2011 teve como tema "Padre Antônio Vieira e o Maranhão", motivo do bate-papo com os escritores convidados. Essa temática a cada mês já será um preparativo para as comemorações dos 400 anos de fundação da cidade de São Luís que acontecerá em 2012.Projeto realizado mensalmente, o Café Literário é aberto à comunidade intelectual, estudantes, leitores e simpatizantes da produção cultural. "É uma discussão que envolve ideias e apontamentos sobre livros e leituras", informou a diretora do Odylo Costa, filho, Ceres Fernandes. A cada edição, o Café Literário atrai mais pessoas interessadas em fazer parte das discussões. Para 2011, acontecerão, em cada edição, duas palestras e duas mesas-redondas com escritores maranhenses convidados. "Nas últimas edições de 2010 foram colocadas cadeiras fora da sala, para acomodar as pessoas", afirma a diretora. No ano de 2010 foram realizadas seis edições. O projeto vem se firmando na comunidade acadêmica e intelectual. "Além disso, pessoas interessadas em literatura estão cada vez mais presentes nos encontros", informou. O Café Literário é realizado com intelectuais de diversas vertentes para uma conversa, sobretudo, sobre livros e leituras. A cada encontro, dois convidados discutem aspectos do fazer literário, trazendo exposições e debates relacionados a romances, contos, crônicas e poesias. Além do Café Literário, muitos outros eventos vêm acontecendo no Odylo Costa, filho. O Centro é bastante requisitado para sediar lançamentos de livros, por exemplo. Um dos mais recentes foi “O Cirurgião de Lázaro”, sonetos de Nauro Machado". Neste ano de 2011, a direção do Odylo vai realizar, mensalmente, o Sarau Artístico com apresentação de espetáculos de teatro, dança, música e exposições de artes plásticas e vídeos. Esse projeto deverá iniciar no mês de maio.

Fonte: Portal do Maranhão.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Maranharte Informa: Lançamento da segunda edição da obra "Formação economica do Maranhão", de Bandeira Tribuzi

Bacharel em ciências econômicas da Universidade de Coimbra, Bandeira Tribuzi, dono de uma aguçada visão crítica, analisou em “Formação Econômica do Maranhão: Uma proposta de desenvolvimento” os fenômenos históricos recorrentes nos períodos colonial, imperial, no início do século XX.

Da formação como colônia portuguesa e vista uma compreensão com referência no pesquisador Caio Prado Jr., autor de “Formação Econômica do Brasil”, aos altos e baixos de uma produção exportadora voltada para culturas de produtos como o algodão e o açúcar, o jornalista levantou dados que perpassam toda a estruturação da vida no estado. Segundo ele, a economia do estado – que só se integraria definitivamente ao sistema de dominação colonial com a instalação do escambo pelos franceses a partir do século XVII – sempre esteve em condições precárias. Eram poucos os navios que chegavam a costa ludovicense. Nem mesmo durante o Império, com a expansão do número de escravos, tendo amplas extensões de terras, o Estado conseguiria evoluir economicamente.

O levantamento de Bandeira Tribuzi sobre essa realidade foi utilizado como uma das colunas que clamavam pela necessidade de mudança de mentalidade e compreensão da política e da economia maranhense. Ao lado do político e escritor José Sarney, o jornalista formado em Coimbra formou um duo responsável pela modificação da forma de governo no estado, inserindo o planejamento de ações do poder executivo. A contribuição de Bandeira Tribuzi para o Maranhão foi de um poeta com vasta visão prática, analítica, planejadora. Ele soube enxergar quais os principais problemas do estado para traçar uma rota de superação às mazelas locais.

De acordo com o editor da nova edição de “Formação Econômica do Maranhão: Uma proposta de desenvolvimento”, o economista e escritor Lino Moreira, a obra não perdeu a sua atualidade e é uma referência para os estudos econômicos maranhenses. “No livro, podemos ver como o Maranhão evoluiu ao longo dos séculos. É uma obra que tem uma linha de pesquisa muito trabalhada no Brasil, que recorre à formação uma forma comercial decadente no país. É claro que existem outras linhas que contrapõe essa visão, mas ainda é muito atual”, explica Lino Moreira.

Para a construção da reedição do livro, Lino Moreira pesquisou e procurou a versão original dos escritos de Bandeira Tribuzi, sem êxito, tendo se baseado na 1ª edição. “Procurei por famílias e pesquisadores, porém não tive sucesso. Porém o trabalho que o Corecon (Conselho Regional de Economia do Maranhão) fez foi muito bem trabalhado e tenta mostrar quão importante é obra”, afirma.

Fonte: Matéria publicada dia 30/01/2011 no jornal O Estado do Maranhão.


A obra também traz uma seleção de fotos do acervo pessoal da família Tribuzi, biografia do autor, textos de Sálvio Dino, Edson Vidigal (que foi colega de trabalho e prisão de Tribuzi) e do filho Francisco Tribuzi, assim como fotografias da Antiga São Luís do arquivo de Gardêncio Cunha, com frases, notas, comentários e até um poema inédito (que reproduzimos abaixo) dedicado a sua esposa; Maria Tribuzi. “Formação Econômica do Maranhão: Uma proposta de desenvolvimento” tornou-se, inequivocadamente, um exemplar trabalho histórico sobre a economia maranhense, realizado por um dos nossos mais simpáticos intelectuais.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Concursos e Prêmios Literários

Concurso de Crônicas Laura Ferreira do Nascimento

REGULAMENTO
Art. 1º - Promovido pela Associação de Cultura e Turismo de Maracaí (ACULTIM) e pela Associação de Defesa e Proteção do Patrimônio Público e dos Direitos do Cidadão de Maracaí/SP (ADPCIM), o CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO tem por objetivo estimular a produção literária e incentivar a cultura premiando crônicas nacionais.

Art. 2º - Poderão participar do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO textos em língua portuguesa.

Art. 3º - O texto apresentado individualmente deverá ser inédito, seja na forma impressa, seja na forma eletrônica.

Art. 4º - Não serão aceitas nem obras póstumas nem assinadas por grupos.

Art. 5º - É vedada a participação de parentes – filhos, enteados, sobrinhos, primos, cônjuges (civil ou religiosamente casados ou em União Estável), irmãos, cunhados, pais, mães, padrastos, madrastas e avós – dos membros da Comissão Organizadora e da Comissão Julgadora do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO.

Art. 6º - Cada concorrente poderá participar com APENAS UMA CRÔNICA, sendo vedada a co-autoria.

Art. 7º - O tema da crônica é livre.

Art. 8º - As crônicas não poderão exceder 2 (duas) páginas. Os autores devem utilizar fonte Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre as linhas e todas as margens medindo 3 cm (três centímetros).Parágrafo único – O desrespeito às regras estabelecidas neste regulamento implica na desclassificação do concorrente.

Art. 9º - As inscrições estarão abertas de 1 (um) de fevereiro a 30 (trinta) de junho de 2011.Art. 10 – Os trabalhos devem ser enviados pelos Correios em carta simples, registrada ou via Sedex para: CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO - Caixa Postal 457 – Maracaí/SP. CEP: 19840-000.

Parágrafo Primeiro – Os textos postados até 30 de junho de 2011, para tanto valendo o carimbo dos Correios, serão aceitos se chegarem impreterivelmente até 15 de julho de 2011. Os textos que chegarem após 15 de julho de 2011 serão automaticamente desconsiderados e imediatamente descartados.

Parágrafo Segundo – As entidades promotoras do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO não se responsabilizam pelas correspondências que não chegarem ao destino.

Art. 11 – Os textos, em 5 (cinco) vias, páginas devidamente numeradas, deverão conter o título (centralizado) e o pseudônimo do concorrente (alinhado à direita, logo após o título).

Art. 12 – Junto com esse material deve ser encaminhado um envelope menor, lacrado, identificado externamente apenas com o título do trabalho e o pseudônimo do concorrente. O envelope menor deverá conter o título e o pseudônimo do trabalho, o nome do autor, endereço completo, telefones, endereços eletrônicos (e-mails), fotocópia de RG e curriculum de, no máximo, 1000 (mil) caracteres.

Parágrafo Primeiro – Os candidatos maiores de 18 (dezoito) anos devem enviar fotocópia do CPF, número de conta corrente ou conta poupança em banco de abrangência nacional para que, eventualmente classificados, recebam o prêmio em dinheiro.

Parágrafo Segundo – Os candidatos menores de 18 (dezoito) anos, se classificados, deverão, no prazo de trinta dias após a divulgação dos resultados, enviar fotocópias do RG e do CPF do responsável, acompanhadas de autorização de recebimento dos valores e dos dados bancários (número de agência e de conta corrente ou conta poupança em banco de abrangência nacional).

Art. 13 – O julgamento será feito por uma Comissão composta de intelectuais de comprovado conhecimento literário.Parágrafo Único – Os nomes e as biografias dos membros da Comissão Julgadora estarão disponíveis em fins de setembro.

Art. 14 – A avaliação dos textos será realizada considerando a originalidade, a criatividade, a qualidade técnica e o respeito às especificações do art.8º e do art. 11.

Art. 15 – As decisões da Comissão Organizadora e da Comissão Julgadora são irrecorríveis.

Art. 16 – Serão selecionados 5 (cinco) textos.

Art. 17 – Os resultados serão divulgados em 15 de outubro de 2011, no mural da Associação de Cultura e Turismo de Maracaí (ACULTIM) e da Associação de Defesa e Proteção do Patrimônio Público e dos Direitos do Cidadão de Maracaí (ADPCIM); na página da internet do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO – e da ADPCIM e nos programas da UMAC – União Maracaiense de Associações Comunitárias – na rádio comunitária de Maracaí (SP).

Parágrafo Único – A comissão organizadora enviará aos meios de comunicação os resultados do CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO não se responsabilizando, no entanto, pelo compromisso de divulgação nos mencionados meios de comunicação.

Art. 18 – Cinco concorrentes serão classificados e premiados da seguinte forma:PRIMEIRO LUGAR: R$ 1.000,00 (mil reais) + certificado + livrosSEGUNDO LUGAR: R$ 500,00 (quinhentos reais) + certificado + livros TERCEIRO LUGAR: R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais) + certificado + livrosQUARTO LUGAR: R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) + certificado + livrosQUINTO LUGAR: R$ 100,00 (cem reais) + certificado + livros.

Art. 19 – Após o término do concurso, os textos recebidos não serão devolvidos.

Art. 20 – A participação no CONCURSO DE CRÔNICAS LAURA FERREIRA DO NASCIMENTO implica a aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

Art. 21 – Os casos omissos neste regulamento serão, de maneira irrecorrível, resolvidos pela Comissão Organizadora.

domingo, 13 de março de 2011

Literatura, Câmera, Ação: Rosário F. Frazão



Rosário F. Frazão, 40 anos, nasceu em Pinheiro, interior maranhense, mas atualmente mora no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Em sua casa, de apenas dois cômodos, na comunidade Roquete Pinto, na Maré, ela fez uma pequena loja. Lá se vende de tudo: cerveja, refrigerante, balas e doces. É desse trabalho que ela tira seu sustento e realiza o desejo de publicar os textos que escreve. É isso mesmo: com o dinheiro das vendas, ela paga a gráfica para a impressão de seus escritos.

É no dia a dia da comunidade e nas histórias contadas por vizinhos que ela se inspira na hora de escrever. Os livros, ela vende por R$ 5 para conhecidos, amigos e em congressos evangélicos. Mesmo tendo uma vida difícil, Rosário não deixa de sorrir. Sua maior vontade agora é voltar para sua terra e rever sua família. No Rio, ela não tem parentes e, mesmo tendo um namorado, se sente muito só. Quer continuar escrevendo e publicando seus livros na esperança de um dia, quem sabe, receber um convite de uma editora.

Fonte: http:www.vivafavela.com.br

Texto: Viviane Oliveira

sábado, 12 de março de 2011

Pedra Preciosa: Ronaldo Costa Fernandes


O maranhense criado no Rio e radicado em Brasília Ronaldo Costa Fernandes já ganhou o Prêmio Casas de Las Américas com o romance “O morto solidário”, obra traduzida e publicado em Havana, Cuba e no Brasil, pela editora Revan. Ganhou os prêmios de Revelação de Autor da APCA e o Guimarães Rosa. Na área do ensaio, publicou o livro “O narrador” (1996). No ano de 1998, edita “Terratreme, poesia”, livro que recebeu o Prêmio Bolsa de Literatura, pela Fundação Cultural do DF. Durante nove anos dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da Embaixada do Brasil em Caracas. De volta ao Brasil (1995) foi Coordenador da Funarte de Brasília até o início de 2003. É Doutor em Literatura pela UnB. Em 2004, publicou outro livro de poesias intitulado “Eterno passageiro”, lançou também o romance “O viúvo”, que o crítico Adelto Gonçalves chamou "de uma das primeiras obras primas da literatura brasileira do século XXI". Seus mais recentes livros são “A ideologia do personagem brasileiro” (2007) e “Manual de tortura” (2007).

E é sobre este ultimo livro, que trata o mais novo trabalho do professor, ensaísta e pesquisador José Neres. O artigo intitulado “O REFUGO HUMANO NOS CONTOS DE RONALDO COSTA FERNANDES” foi publicado este mês na Revista Littera na Universidade Federal do Maranhão. Segundo o autor: “Este trabalho é uma leitura do livro Manual de Tortura, do escrito maranhense Ronaldo Costa Fernandes, tomando-se como base de análise as teorias da redundância e a do refugo humano, ambas defendidas pelo sociólogo polonês Zygmunt Baumam. Algumas personagens do livro apresentam falas ou atitudes que as colocam como exemplo de pessoas que são tratadas como refugo humano pela sociedade.”

Clique AQUI para ter acesso ao artigo.