quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Opinião de Pedra: José Ewerton Neto


JOSÉ EWERTON NETO*
Ouviram do Rio Anil as margens não tão plácidas, de um povo heróico (não há outra saída ) um brado retumbante: “Quero o mesmo IPTU de volta, abaixo o aumento da CEMAR!”. E o sol da liberdade (só se for do bairro da Liberdade) em raios fúlgidos brilhou no céu da ilha nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade (todos são iguais diante do cuscuz Ideal) conseguimos conquistar com braço forte (de tanto carregar caranguejo) , em teu seio ò liberdade, desafia o nosso peito a própria morte. ( se o peito de frango morto fosse nosso, até seria bom!)
Ó ILHA AMADA, IDOLATRADA
SALVE-NOS, SALVE-NOS!
São Luís, um sonho intenso, um raio vívido, vindo de uma barreira eletrônica à terra desce, se em teu formoso céu risonho e límpido a imagem do Cruzeiro ( Cruzeiro não, Sampaio Correia) resplandece.
Gigante pela própria natureza, ( só pode ser um buraco de rua ) é belo, forte, impávido colosso e o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada, entre outras mil, és tu São Luís, ó ilha amada a primeira de quase mil vereadores. Para esses filhos, serás sempre mãe gentil, ilha amada, São Luís.
Deitado eternamente em berço esplêndido ( mas sem poder morrer por falta de cemitério), ao som do forró e à luz do céu profundo. Fulguras ó São Luís, florão da ilha, iluminada ao sol do Novo Shopping da Cohama (mais um).
Do que a terra mais garrida os teus tristes campos de Perizes tem mais flores (todo dia morre alguém) Nossas praias tem mais vida ( e preço de matar ), nossa vida em teu seio mais amores (amores para todo mundo, mas grana só para os que mamam).
Ó ILHA AMADA, IDOLATRADA
SALVE-NOS, SALVE-NOS!
São Luís de amor eterno seja símbolo, o lábaro de ATENAS BRASILEIRA que ostentas estrelado, e diga o verde-louro dessa flâmula: indiferença no presente, esquecimento no futuro, apenas a glória do passado.
Mas se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta (greve de guardadores de carro, greve de táxi-pirata) Nem teme quem te adora a própria morte ( os hospitais metem mais medo )
Dos filhos corruptos deste solo (que jamais irão para a cadeia) serás sempre mãe gentil, pátria amada Brasil .
* Engenheiro e escritor, membro da Academia Maranhense de Letras publicou os seguintes livros: O Prazer de matar reeditado pela editora Revan, Rio com o nome O oficio de matar, Estátua da noite, poesia, A morte dos Mamonas Assassinas e outros contos, O menino que via o além, Cidade Aritmética, poesia e Ei, você conhece Alexander Guaracy?, contos. Acaba de ser publicado o romance O infinito em minhas mãos. Blog do autor: http://joseewertonneto.blogspot.com
Fonte: publicado no jornal O Estado do Maranhão, seção Hoje é dia de... Caderno Alternativo (27/08/2011)

sábado, 27 de agosto de 2011

Maranharte Informa: 5ª Feira do Livro de São Luís


Prorrogadas até o dia 31 de agosto as inscrições para a 5ª Feira do Livro de São Luís. Os interessados em apresentar trabalhos, fazer lançamentos de livros, proferir palestras, desenvolver jogos lúdicos, performances e outros tipos de atividades devem encaminhar suas propostas à sede da Func ou para os e-mails feiradolivro5@gmail.com ou ascom_func@yahoo.com.br.

A proposta deve conter justificativa, objetivos e metodologia e, a título de sugestão, o proponente poderá ainda indicar a data de sua atividade, assim como especificar as condições técnicas para que a mesma possa ocorrer.

No caso de editoras e livreiros, os interessados deverão informar na proposta a metragem que desejam utilizar para uso de estantes (a partir da medida padrão de 15 m²), podendo esta medida ser multiplicada. Neste caso, o valor definitivo de cada estande será calculado a partir da área utilizada. Já os custos de montagem dos estandes alocados ficarão sob a responsabilidade da Func.

A 5ª edição do evento acontecerá de 4 a 13 de novembro, na Praça Maria Aragão. A Func fica na rua Isaac Martins, 141 – Centro (em frente à Fonte do Ribeirão).

As informações são da Secretaria Municipal de Comunicação.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Opinião de Pedra: Jomar Moraes

Festival Geia de Literatura

Segundo tem sido amplamente divulgado, o Instituto Geia promove, de hoje à sexta-feira próxima, na vizinha e aprazível cidade de São José de Ribamar, o VII Festival Geia de Literatura, evento cultural que se tem caracterizado pela exemplar regularidade observada desde sua primeira edição, em 2005. Fato que, a par de já haver inscrito o Festival na rarefeita agenda de nossas realizações mais importantes no campo da cultura, confere-lhe uma positiva singularidade, que tem a ver com suas sucessivas e regulares reedições, sempre durante três dias da última semana de agosto, circunstância que é muito para ressaltar como positiva, porque ainda não incorporada substancialmente a nossas práticas relacionais, marcadas pela descontinuidade altamente comprometedora do resultado frutuoso de tantos esforços e projetos importantes, que a despeito disso, desmentem o aforismo segundo o qual, não há primeiro sem segundo. Aqui, o que mais acontece é iniciativas louváveis que, por sua natureza, reclamam continuidade, sofrerem interrupções ou definhamentos que as matam pura e simplesmente, ou lhes determinam a morte mediante progressiva asfixia.

Nesse ponto, precisamente nesse ponto, o Festival Geia de Literatura tem seu evidente diferencial, e exerce uma relevante função pedagógica, embora sem nenhuma pretensão de exercê-la.

Concebido e executado qual se fosse um sonho que se respalda na realidade, o Festival Geia de Literatura cumpre seu percurso ascensional apoiado no princípio das conquistas sucessivas e consolidadas, como pressuposto necessário para os passos seguintes. Por isso mesmo, de ano para ano vem esse evento crescendo, pela incorporação de novos subeventos que ao surgirem, firmam-se graças às raízes que deitam e aprofundam.

Razão por que este VII Festival Geia de Literatura compreende também a concomitante realização da II Gincana Geia do Conhecimento, da II Olimpíada de Matemática, do III Desafio de Literatura, do II Concurso Professor Pesquisador e do I Prêmio Geia de Monografia, este, o mais recente subitem instituído pelo Festival, que se tem expandido na razão direta dos anos que passam.

É tão consistente o crescimento do Festival, que este ano ele, que nasceu em Ribamar, começa a expandir-se para São Luís.

Pratica já tornada rotineira no decorrer do evento de que aqui trato, é o lançamento do livro do ano da Coleção Geia de Temas Maranhenses, que agora chegou ao título número 15, excetuadas as publicações que não a integram, a exemplo de “Chão do tempo”, livro de poemas de Antônio Martins de Araújo, de “Da arte de falar bem”, reunião de crônicas de José Chagas, e dos livros de arte “São Luis: alma e história” e “Alcântara”, ambos com textos da lavra de Sebastião Moreira Duarte. Um, entre vários aspectos a destacar na Coleção diz respeito a sua feição gráfica, representada pela uniformidade de formatos, composição na mesma tipologia e tanto quanto possível, nos mesmos corpo e entrelinhamento, papel de idênticas procedência e gramatura, e capas entre si tão afeiçoadas, que facilmente qualquer dos volumes é identificável como pertencente à Coleção Geia de Temas Maranhenses.

Esses livros, hoje representativos de valiosos títulos da bibliografia maranhense, vêm tendo seu primeiro lançamento no Festival, que também arregimenta um conjunto dos editores e livrarias locais para a Feira do Livro realizada anualmente na Praça da Matriz de São José de Ribamar.

Por isso é que, naquela cidade já foram lançados em primeira mão, ultimamente, os dois volumes do “Diário secreto” de Humberto de Campos, e, do mesmo autor, um volume que reúne estes seus dois importantes livros: “Memórias” e “Memórias inacabadas”, seguindo-se, em 2010, “A rendição dos franceses no Maranhão”, pequeno e importante volume, que reúne relatos de Alexandre de Moura, Gaspar de Sousa e Miguel Gonçalves Regueifeiro de Leça.

Amanhã, também na Praça da Matriz, mais um lançamento muito significativo para nossa história colonial: o do “Compêndio histórico e político dos princípios da lavoura do Maranhão”, de Raimundo José de Sousa Gaioso (1747- 1813), editado postumamente na França (Paris: na Oficina de P. N. Rougeron, 18l8), apesar de todos percalços e deficiências que precisou superar um manuscrito transposto para letra de forma, em país de língua diversa, e sem a assistência do respectivo autor. Motivo pelo qual, a reedição que de tal obra promoveu benemeritamente o Governo do Maranhão, em 1970, por ser fac-similar, ressente-se, obviamente, dos mesmos defeitos da 1ª edição.

Cabe dizer, assim, que a 3ª edição do livro de Gaioso, que amanhã será lançada em São José de Ribamar, vale por uma até agora inédita 1ª edição da obra, porque provida dos mapas que lhe faltavam, e vazada em texto quanto possível fidedigno e devidamente anotado, vantagens que devemos à dedicação e competência edótica de Sebastião Moreira Duarte.

Fonte: Hoje é dia de ... In Jornal O Estado do Maranhão (28/08/2011)

sábado, 20 de agosto de 2011

Maranharte Informa: IV Semana Montelliana e Aniversário da Academia Caxiense de Letras


A Secretaria de Estado de Cultura (Secma) promove, por meio da Casa de Cultura Josué Montello, no período de 23 a 26 a agosto, mais uma edição da IV Semana Montelliana, em homenagem ao aniversário de nascimento do escritor maranhense Josué Montello, patrono da Casa.

No intuito de promover uma série de ações culturais, acadêmicas e educativas, direcionadas aos integrantes dos mais variados segmentos da sociedade ludoviscense, entre escritores, professores, literatos, poetas, pesquisadores e estudantes, artistas e ao público amante da literatura. A programação contará com exposição do acervo da Casa, sobre vida e obra do escritor.

A Semana Montelliana congrega estudantes, professores e pesquisadores que desenvolvem estudos sobre a obra e legado deixado por Josué Montello. A socialização e aprofundamento do debate sobre a produção do conhecimento no campo da leitura maranhense, em especial às obras do autor, ganharam espaço durante a programação. Além de estabelecer parceria com esferas e sistemas de ensino, bem como universidades públicas e privadas, em redes estaduais e municipais; a semana também busca dar mais ênfase, foco, visibilidade e preservação à memória e as pesquisas desenvolvidas acerca da vida e obra de Montello.

A programação do dia 23/08, será aberta às 18h 30, com a retrospectiva do lançamento dos romances: "Janelas Fechadas (70 anos)", "Cais da Sagração" (40 anos), e "Largo do Desterro (30 anos)", seguido do lançamento do blog da Casa de Cultura Josué Montello e entrega do quadro com foto do escritor doado por DonaYvonne Montello (viúva de Montello) para a Academia Militar do Corpo de Bombeiros do Maranhão. Às 19h acontecerá a palestra "A estilística Montelliana: Tradição e modernidade com o palestrante Hagamenon de Jesus, poeta maranhense contemporâneo. Nesse dia a programação será encerrada às 20h.

Na quarta-feira (24) a programação iniciará às 15h com a palestra: "Da importância da obra de Josué Montello para novos leitores e escritores: um testemunho”, ministrada pelo palestrante Bruno Azevedo, escritor maranhense. Nos dias 25 e 26, no horário das 15h às 17h, alunos de escolas públicas do ensino médio participarão de visita monitorada na Casa de Cultura.

Fonte: Jornal Pequeno (São Luís - MA, sábado, 20 de agosto de 2011)



ACADEMIA CAXIENSE DE LETRAS EM FESTA PELOS SEUS 14 ANOS

Há exatamente quatorze anos em um casarão antigo em frente a Praça Vespasiano Ramos começavam as primeiras reuniões de pensadores e intelectuais discutindo a criação da Academia Caxiense de Letras. Sem espaço próprio essas deliberações aconteciam muito mais pela vontade de consolidar e valorizar a cultura caxiense, do que a busca pelo sucesso.

Outros pontos também foram usados para essas reuniões. Em 12 anos de existência, muita coisa mudou. Dos encontros eventuais dos fundadores na sede da Fundação Vitor Gonçalves Neto, na Rua Aarão Reis, a ACL ganhou sede própria, na rua 1° de Agosto. Foi nesta sede, doada pela iniciativa privada, que o grande “estouro” da academia como celeiro de produção cultural aconteceu.

De 1997 a 2011 a ACL ganhou uma biblioteca, com acervo de mais de 4 mil títulos, um auditório e uma livraria para a venda dos títulos de autores caxienses e maranhenses. O tempo passou, a instituição ganhou regimento interno e 40 componentes, os imortais das letras e da cultura. Foram disputas acirradas em campanhas sofridas para alguns e vitoriosas para outro. A contagem do voto a voto, as conversas ao pé do ouvido para consegui-los.

Hoje a ACL tem muito a comemorar, principalmente pelo fato de ser uma das referências culturais da cidade. São inúmeros projetos desenvolvidos pela instituição não apenas para valorizar a cultura, mas principalmente para aproximar a população caxiense da literatura. São diversas as bandeiras levantadas em prol da cultura caxiense. Há atividades de pesquisa, a biblioteca é aberta ao público que busca leitura e informação, há um grande auditório climatizado e com estrutura de cinema para exibição de filmes através do projeto Cine na Terça e ainda o acompanhamento constante dos acadêmicos que sempre passam por lá para oferecer leitura, conhecimento e informação sobre a Academia.

Na noite deste sábado, 20 de agosto, será celebrado o aniversário da Academia, a comemoração será feita em tom literário com lançamento de livros dos imortais Ana Luisa Ferro, Déo Silva e Raimundo Medeiros. Uma celebração simbólica, já que as conquistas deste espaço cultural acontecem o ano inteiro a cada projeto desenvolvido, a cada livro adquirido, a cada visitante que adentra suas portas.

Fonte: Anele de Paula (jornalista) em seu notasdecaxias.blogspot.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011