terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Maranharte Informa: Prêmio IV Centenário da Cidade de São Luís e Ilhavirtualpontocom

O PRÊMIO IV CENTENÁRIO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Por problemas técnicos a inscrição para o Prêmio IV Centenário da Cidade de São Luís via formulário disponibilizado no site do Instituto Geia foi prorrogado. Para participar do concurso, envie email para geia@geia.org.br. O o prazo final para o dia 15 de abril.



ILHAVIRTUALPONTOCOM N° 09

O nono número do informativo literário Ilhavirtualpontocom está no ar. AQUI

Neste número, há comentários sobre a música de Ary Otello, a prosa de Maria Firmina dos Reis, os conos de Bruno Tomé, além de uma poema de Rafaela Cristina Rocha sobre as mazelas de São Luís. Parabéns ao Professor Neres e seus colaboradores.



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Caminho das Pedras: peça O processo das formigas


Na São Luís do início do século XVIII, o padre Manuel Bernardes noticia o “extraordinário pleito” que ocorreu entre os religiosos da Província da Piedade do Maranhão e as formigas daquele terreno, que, naturalmente, já viviam naquele local (Hoje, Seminário Santo Antônio)


Foi o caso das formigas que comeram a despensa dos frades, afastando a terra debaixo dos solos, ameaçando também a própria ruína do prédio. Roubaram a farinha e outros mantimentos, que ali estava guardada para o abasto dos padres e da comunidade. A fim de colocar um basta nessa subtração, as formigas foram colocadas diante de um Tribunal da Divina Providência.


Do contexto de defesa, extrai-se este trecho do processo: “as formigas, recebido o beneficio da vida por seu criador, tinham direito natural a conservá-la por aqueles meios que o mesmo Senhor lhes ensinara. Pelo juiz, vistos os autos, foi dada a sentença e pondo-se com ânimo sincero na equidade que lhe pareceu mais racionável, deu sentença que os frades fossem obrigados a sinalar dentro de sua cerca sítio competente para vivendas das formigas, e que elas, sob pena de excomunhão, mudassem logo de habitação, visto que ambas as partes podiam ficar acomodadas sem mútuo prejuízo. Outro religioso, por mandado do juiz, em nome do Criador, fez a leitura da decisão, nas bocas dos formigueiros.”


Tem-se a data de 17 de janeiro de 1713 e o fato está narrado por Antenor Bogea, in Estudos de Direito e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria, “Do concurso de Agentes na Suposta Criminalidade Animal”, Forense, Rio, 1962, págs. 428-454. O episódio também é citado em diversas obras maranhense: no romance Os tambores de São Luís (de Josué Montello), no interessantíssimo Guia de São Luís do Maranhão (de Jomar Moraes) e mais recentemente no livro O Processo das formigas magistrado e professor universitário (UFMA), juiz José Eulálio Figueiredo de Almeida. Segundo o jurista; “Antigamente, era comum animais ou objetos serem processados. E a Igreja era a que mais processava animais, [...] .Na época, não havia o entendimento de que os animais não tinham consciência do certo ou errado, e, como criaturas de Deus, os bichos eram submetidos à Igreja. Na história, há casos de ratos excomungados e animais venenosos banidos por ordem de bispos.”. (fonte:www.fsp.com.br, 2011).


Para quem ainda dúvida sobre a veracidade do fato, cópias dos documentos do processo estão arquivadas no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, faltando, entretanto, a petição inicial e as resoluções finais, de modo que não se sabe oficialmente o que determinou a sentença final.


Texto: Flaviano Menezes

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Maranharte prestigia: Literários do Campo



Os alunos do curso de Educação do Campo, da disciplina de Literatura Brasileira, ministrada pelo professor Edmilson Rodrigues, do Programa de Formação de Professores do Campo (Procampo) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), lançaram na quarta-feira (8), às 19h, no sítio Pirapora, o livro Literários do Campo.

Literários do Campo é um livro composto por sonetos que giram em torno dos seguintes temas: educação, intimidade, amor e terra. O lançamento contou com a apresentação teatral dos alunos que apresentaram, por meio da arte, a realidade dos povos do campo, além de declamações de sonetos e apresentação de vídeos.

O Procampo trabalha na perspectiva de impulsionar ações que visam uma educação pública, gratuita e de qualidade integrada, respeitando as especificidades e a diversidade cultural dos povos do campo. É um programa de formação continuada de professores e tem o alcance de aproximadamente trinta e cinco municípios do Estado do Maranhão. O Programa busca a qualificação técnico-social e política dos educadores do campo, com base em uma pedagogia intensiva, produtiva e reflexiva.

Para o coordenador do curso de Educação do Campo, Ribamar Sá, o projeto da criação do livro empreendido por esta turma abrange duas grandes dimensões. A primeira delas, é a produção própria das poesias, que significa uma elevação da autoestima, a ideia de que esses alunos são produtores de conhecimento; a segunda, é que ao produzir essas poesias, os alunos do curso permitem ao público que lê os sonetos, o contato imediato com o conhecimento sistematizado sobre a realidade do campo, um fruto das experiências vividas por cada um.
Na ocasião do lançamento, a Assessora de Interiorização da UFMA, doutora Cenidalva Teixeira, parabenizou os alunos, destacando o empenho e interesse demonstrado pela equipe que trabalhou em conjunto para a concretização desse livro.


Fonte: site da UFMA




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Maranharte Informa : lançamento do VIII Festival GEIA de Literatura


O Instituto Geia e a Prefeitura de São José de Ribamar lançaram, nesta terça-feira (7), a oitava edição do Festival Geia de Literatura. A solenidade, realizada na Escola Municipal Liceu Ribamarense, contou com a presença do secretário Chefe da Casa Civil, Luis Fernando Silva; do presidente do Instituto Geia, Jorge Murad; do prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim; representantes de empresas participantes, gestores escolares; professores e alunos.

"O Instituto Geia trouxe um novo momento para a literatura ribamarense", declarou Luis Fernando Silva. "O festival é um estímulo poderoso ao hábito da leitura que se tornou comuns entre os jovens das nossas escolas", destacou.

Segundo o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, o festival, lançado em 2005, tornou-se uma tradição cultural no município. "Veio agregar e valorizar mais o trabalho desenvolvido no sistema educacional ribamarense. Aqui é apenas o início dos trabalhos, a partir de agora estaremos disponibilizando material aos professores e alunos para se preparem para o festival", revelou.

Na ocasião, o presidente do Instituto Geia, Jorge Murad, anunciou mudanças para o festival deste ano, começando pelas inscrições que serão realizadas somente pela Internet, no site www.geia.org.br. Ele disse que a premiação também será mais estimulante. Para a escola que ficar em terceiro lugar, o prêmio que era um DVD, será em dinheiro, R$ 1 mil; em segundo lugar, R$ 1.750,00; e em primeiro lugar, R$ 3 mil.

"A cada ano anunciamos novos desafios, atividades e esperamos que todos estejam preparados para nos dias 29, 30 e 31 de agosto o festival seja um sucesso", anunciou o presidente do Instituto Geia, Jorge Murad. Ele disse que ainda será confirmado o nome de um autor renomado que vai participar do evento.

Para a oitava edição do festival literário está confirmado o IV Desafio de Literatura com as obras "O Mulato", de Aluísio Azevedo para o Ensino Médio; e "Uma Ideia Toda Azul, de Marina Colassante, para o Ensino Fundamental; a III Olimpíada de Matemática, com inscrições individuais de alunos; o III Concurso Professor Pesquisador; e o II Prêmio Geia de Monografia, destinado aos universitários de instituições públicas e privadas do Maranhão (graduação, pós-graduação e mestrado).
Luis Fernando elogiou a parceria formalizada, mais uma vez, entre o Instituto Geia e a prefeitura ribamarense e garantiu que o Governo do Estado também dará total apoio ao evento literário. “O Festival desmistifica aquela história de que é impossível o aluno ter contato direto com um grande escritor. O aluno, além de ter contato direto com grandes ícones da literatura maranhense e brasileira, absolve o hábito da leitura”, afirmou o secretário chefe da Casa Civil.

Jorge Murad agradeceu o apoio da prefeitura e dos demais parceiros e disse que a programação oficial do Festival, assim como os escritores de renome nacional que participarão do evento, serão anunciados em breve. “Todos os anos implantamos algumas novidades com o objetivo de tornar o Festival mais ágil e atrativo. Tenho certeza que a edição 2012 será melhor do que as anteriores”.

fonte: joranl O Imparcial (Publicação: 07/02/2012)