domingo, 23 de setembro de 2012

Caminhos de Pedra: I Seminário de Línguas



Amigos,

do dia 26 à 28 de Setembro (quarta, quinta e sexta desta semana) ocorrerá o Seminário de Línguas (Da língua nativa às línguas do mundo: o cenário dos 400 e outros anos de São Luís - MA),  no Centro de Ciências Humanas - CCH/UFMA.  As inscrições ocorrerão até o primeiro dia do evento (pela manhã)
Estarei participando com as seguintes palestras e gostaria muito que todo(a)s vocês fossem prestigiar as minhas palestras:

Dia 26/09 – das 16h às 17h30min – no auditório A - CCH

PALESTRA: GUARNECER PARA NÃO SE PERDER: RESGATE DA IDENTIDADE HISTÓRICA E LITERÁRIA MARANHENSE ATRAVÉS DAS EDIFICAÇÕES ANTIGAS DA CAPITAL SÃO LUÍS.

Proposta: Um novo olhar privilegiado sobre as ruas, becos, lendas e a literatura da nossa antiga São Luís. Uma visita fotográfica (e descritiva) aos nossos casarões e ruas do Centro Histórico que são famosos pela beleza e pela atmosfera nostálgica; e nas quais viveram (e vivem) literatos como:  Humberto de Campos, Artur, Aluízio e Américo Azevedo, Graça Aranha, Gentil Braga, Arlete Nogueira , Nauro Machado e Bandeira Tribuzi dentre outros.


Dia 26/09 –  das 16h às 17h30min – no auditório A - CCH

Mesa-redonda: RUMINAÇÕES DA SAM (Semana de Arte Moderna): FILOSOFIA, LITERATURA E TEATRO.

Prof. Esp. Flaviano Menezes da Costa (Mestrando - Cultura e Sociedade/UFMA)

Prof. Esp. Rodrigo França Silva (DEART/UFMA)

Prof. Esp. Thais Carvalho Fonseca (Mestrando - Cultura e Sociedade/UFMA)



Proposta: Passados 90 anos, o ideário modernista de 22, seu aparecimento, características e transformações se mostram, no sentido amplo da palavra, como o início de um processo intelectual e de criação artística que até hoje produz efeitos em nossa literatura (na transposição de linguagens e estilos), no teatro (nas releituras de Macunaíma e O Rei da vela, realizadas pelo diretor teatral José Celso Martinez) e até mesmo em nossa tímida filosofia (na revalorização dos discursos de Graça Aranha e do Manifesto Antropofágico).





domingo, 16 de setembro de 2012

Opinião de Pedra: Jomar Moraes




A altivez do poeta


Jomar Moraes




Procedentes e variados indícios advindos da atenta observação das poucas pessoas detentoras de conhecimento razoável acerca de Gonçalves Dias, autorizam –me a supor que entre elas é corrente e generalizada a noção de que o Poeta, longe de ser pedante, era, no entanto, altivo, sempre que se oferecia a oportunidade para assim manifestar-se.


Motivos de ordem vária e convergente levavam-no a isso, a contar de seu nascimento improvisado no ermo refúgio do sítio Boa Vista, data Jatobá, distante cerca de 14 léguas de Caxias, munícipio do qual era, territorialmente falando, parte integrante. Filho do comerciante português João Manuel Gonçalves Dias e da cafuza maranhense Vicência Mendes Ferreira, sua amásia, como então era usual dizer-se, com forte carga depreciativa, o casal ou par (para falar com mais propriedade) fora tão longe homiziar-se, para fugir às tropelias do nacionalismo flamejante e odioso que a proclamação da Independência, aqui tornada efetiva no final de julho de 1823, fizera explodir contra os portugueses.


Ferreteado pelo estigma de “filho natural”, a que se somou a frustração advinda do casamento de seu pai com D. Adelaide Ramos d’Almeida, quando ele, o futuro Poeta nacional, contava, contava tão somente cerca de 6 anos de idade, pois nascera a 10 de agosto de 1823, experimentou, já nessa tenra idade e por experiência própria e direta, a condição de enteado, já que continuou morando com pai, porém não mais na companhia da mãe, e sim da madrasta. Até os 12 anos estuda quanto é possível aprender-se em Caxias, trabalha com caixeiro e guarda-livros da cassa comercial paterna, lê sofregamente tudo quanto lhe cai às mãos, e faz-se particularmente admirado naquela cidade, por sua incomum inteligência eexcepcional vivacidade de espírito.


Forçoso é que João Manuel, estimulado pelos admiradores do menino e também tocado pelos brios paternos, houvesse decidido levar o filho para estudar nopaís de seu nascimento. Com tal propósito, viajaram ambos para São Luís, onde tomariam o navio. Aconteceu, porém, que a 13 de junho de 1837 João Manuel, que já vinha doente, faleceu na capital maranhense. E o adolescente de 15 anos vê-se compelido a regressar para Caxias, onde torna a residir com a madrasta. Esta hesita em mandar o enteado para estudar em Portugal. Mas foi constrangida pela atitude de diversas personalidades locais, que se declaram dispostas a cotizar-se e reunir recursos financeiros para custear a viagem e estada do promissor jovem em Portugal, durante seus estudos. Em face dessa pressão moral, D. Adelaide terminou cedendo.E já em 1838 Gonçalves Dias deixa Caxias, desembarca em Lisboa, dirige-se a Coimbra, em cujo Colégio das Artes estuda latim e letras clássicas, além de constituir professor particular para ensinar-lhe matemática, filosofia e retórica.


Não é meu propósito traçar a biografia do Poeta, encargo para o qual aqui não haveria espaço. E tampouco seria isso oportuno ou adequado. E além disso, já me desincumbi de tal missão, ao publicar o livro “Gonçalves Dias: vida e obra” (São Luís: coleção Documentos Maranhenses-16, patrocínio da Alumar, 1998. 348 p.)


Seja-me, porém, permitido consignar que no longo poema evocativo intitulado Saudades, incluído nos “Últimos cantos” (1851) e dedicado à sua irmã Joana Antônia, mãe do poeta Teófilo Dias, o bardo de I-Juca-Pirama diz a certa altura: “Parti, dizendo adeus à minha infância,/ Aos sítios que eu amei, aos rostos caros, / Que eu já no berço conheci – àqueles / De quem, malgrado a ausência, o tempo, a morte / E a incerteza cruel do meu destino, / Não me posso lembrar sem ter saudades, / Sem que aos meus olhos lágrimas despontem.”


E bem antes, muito bem antes, daquele famoso desmentido, advertindo a amigos que “não morri nem morrerei jamais”, com o que levava a extremos dito célebre de Horácio numa de suas Epístolas, “non omnin moriar”, o poeta, vendo-se em risco de regressar ao Maranhão sem concluir seus estudos, pois Dona Adelaide, pretextando grandes prejuízos com a Balaiada, ordenou ao enteado que regressasse quanto antes, sem concluir o curso superior que fora fazer. Gonçalves Dias, não querendo aceitar a ajuda oferecida por colegas, expediu uma tanto ou quanto ríspida carta à madrasta, pedindo-lhe recursos para sua permanência em Coimbra. Ao final dessa missiva que Manuel Bandeira considera inábil, o poeta reiterou a Dona Adelaide: “Ainda rogo a Vmcê, que nada se demore com estas ordens.” As esperadas ordens não chegaram, fato que obrigou o poeta a aceitar a generosidade dos colegas.


Em carta de 1º de maio de 1845 a Alexandre Teófilo de Carvalho Leal, o maior e mais querido amigo do Poeta, diria este: “Foi triste a minha vida de Coimbra – que é triste viver fora da pátria, subir degraus alheios – e por esmola sentar-se à mesa estranha. Essa mesa era de amigos… embora! O pão era alheio – era o pão da piedade – era a sorte do mendigo. Compaixão! é um termo de expressão incompreensível – não a quero.”



Logo a seguir expõe claramente as razões que o puseram em situação de conflito interior, não querendo aceitar a ajuda oferecida nem admitindo regressar a Caxias sem concluir os estudos que fora fazer. Por isso concluiu: “Mas ser desconhecido – ou malconhecido, mas sentir dores n’alma, mas viver e morrer sem nome, sonhar de tormentos e viver deles – é mais triste ainda”.


Numerosos outros fatos poderiam ser trazidos à colação. Limitar-me-ei, entretanto, a lembrar que o grande, o gigantesco poeta tinha baixa estatura, não chegando a medir mais que metro e meio, segundo seu amigo, compadre, editor e biógrafo Antônio Henriques Leal.


E para abreviar, consigno que certa vez foram em comissão Gonçalves Dias, Joaquim Manuel de Macedo e Araújo Porto Alegre cumprimentar D. Pedro II, por seu aniversário natalício, a 2 de dezembro. Levavam também o primeiro número da revista literária “Guanabara”, que os três dirigiriam. Notando o imperador que somente o Poeta não portava nenhuma condecoração, mandou incluí-lo entre os agraciados dessa data nacional festiva, com o hábito de cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa. No dia seguinte, efusivamente cumprimentado por seu amigo e comprovinciano Lisboa Serra, por motivo da distinção recebida, respondeu-lhe: “Ao ver-me incluído naquele extenso rol de burocratas e marçanos, concluí que, muito ao contrário de ser distinguido, fui confundido”.



Fonte: Jornal: O Estado do Maranhão  (05/09/2012)




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Caminho das Pedras: Sarau Poesia nos 400 anos

Para celebrar a produção poética nos 400 anos de colonização de São Luís será realizado hoje (04/09) o Sarau Poesia nos 400 anos, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, na Praia Grande, a partir das 19h. 
Organizado pela Academia Maranhense de Letras e pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura  o Sarau é uma pequena homenagem aquela que um dia fora proclamada com Athenas Brasileira e contará com 40 artistas, entre poetas, compositores, declamadores e músicos. 


Segundo Yane Botelho (jornal O Estado do Maranhão), a abertura do sarau será feita pelo presidente da AML, Benedito Buzar, e pela secretária de Estado da Cultura, Olga Simão. Logo depois, se apresenta o Coral São João, com o maestro Fernando Mouchrek, cantando Louvação a São Luís, de Bandeira Tribuzi.
Entre os participantes, os cantores Betto Pereira, Rosa Reis, Elizabeth Rodrigues, Chico Saldanha, Cecília Leite, Nato Araújo e Gabriel Melônio. Sérgio Habibe, Nato Araújo, Roberto Brandão e Mano Borges mostrarão músicas com letras inéditas compostas para homenagear a cidade.
A leitura dos textos e as declamações serão acompanhadas pelo violonista Luís Júnior. Uma das organizadoras do sarau, a escritora Ceres Costa Fernandes, membro da AML, salienta que o evento reunirá poesia, música, performance e leitura. “É uma homenagem aos escritores e cantores que retratam a cidade”, diz.
A cantora Cecília Leite declamará a poesia Traduzir-se, de Ferreira Gullar. Ela também cantará uma música de Celso Borges. “É um dia para enaltecer a cidade, seus compositores e poetas”, diz a cantora.
Uma das participantes, Virgínia Freire, vai declamar o poema São Luís do Maranhão, do poeta cearense Martins d’Alvarez. Na poesia, o escritor faz referência ao poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma das obras-primas da primeira fase da escola literária Romantismo.
Também farão declamações José Maria Nascimento, Antonio Aílton, Carol e Ana Tereza, Laura Amélia Damous, Carlos Goes Júnior, Rose Mary Rego, Aurora da Graça, Hagamenon de Jesus, Rivas Júnior, Lenita Estrela de Sá, César William, Geane Fiddan, William Amorim, Paulo Melo Sousa e Paulo de Tarso. Participarão ainda Leda Nascimento, Teresa Moreira Lima, Ronald Almeida, Natinho Costa Fênix, Rafaela Rocha, Bioque Mesito, Luiz Phelipe Andrès, Jurandy Leite, Alex Brasil, José Pereira Godão, José Neres, Lindalva Barros e Américo Azevedo.


Participação
Virgínia Ferreira (poesia)
José Maria Nascimento (poesia)
Antonio Aílton (poesia)
Carol e Ana Tereza (poesia)
Betto Pereira (música)
Laura Amélia
Damous (poesia)
Carlos Goes júnior (poesia)
Rose Mary Rego (poesia)
Mano Borges (música)
Aurora da Graça (poesia)
Hagamenon de Jesus (poesia)
Rivas Júnior (poesia)
Rosa Reis (música)
Lenita Estrela de Sá (poesia)
César William (poesia)
Geane Fiddan (poesia)
William Amorim (poesia)
Elizabeth Rodrigues (música)
Paulo Melo Sousa (poesia)
Paulo de Tarso (poesia)
Leda Nascimento (poesia)
Chico Saldanha (música)
Teresa Moreira Lima (poesia)
Ronald Almeida (poesia)
Natinho Costa Fênix (poesia)
Rafaela Rocha (poesia)
Cecília Leite (música)
Bioque Mesito (poesia)
Luiz Phelipe Andrès (poesia)
Jurandy Leite (poesia)
Nato Araújo/ Sérgio Habibe (música)
Alex Brasil (poesia)
José Pereira Godão (poesia)
José Neres/ Lindalva Barros (poesia)
Américo Azevedo (poesia)
Roberto Brandão (música)
Gabriel Melônio (música)
Luís Júnior (acompanhamento musical com violão)
Cecília Leite (poesia e música)

Mais

Na programação da AML para esta semana, em comemoração ao aniversário de fundação da cidade – 8 de setembro –, entrará em cartaz na quinta-feira (dia 6) a exposição de pintura Um olhar sobre São Luís, do artista plástico José Sérgio Pavão. Também na quinta-feira, haverá palestra do professor e acadêmico Martins Araújo sobre João Lisboa, às 17h. Os dois eventos ocorrem na sede da AML, situada na Rua da Paz, no Centro.



domingo, 2 de setembro de 2012

Literatura Maranhense no Palco



Obras da Literatura Maranhense serão encenadas


O grupo DRAO Teatro da (in)constância apresentará terça-feira (04/09) a peça O Mulato, de Aluísio Azevedo, com direção de Ivaldo JR,   no Teatro Arthur Azevedo.
Escrito pelo maranhense Aluísio Azevedo, a obra inaugurou a escola literária naturalista no Brasil. Posterirormente, o autor escreveu outra obra-prima “O Cortiço” (já residindo no Rio de Janeiro) e consagrando-se como um dos membros-fundadores da Academia Brasileira de Letras. Suas obras são reconhecidas nacional e internacionalmente. 

A montagem, que tem em seu elenco os atores: Felipe Corrêa, Carla Purcina, Raphael Brito, Itaceni  Araújo, Leônidas Portela, Larissa Almeida e Tieta Macau, foi um dos grupos vencedores do Prêmio São Luís em Cena que, através de um edital, selecionou textos teatrais que homenageassem a cidade de São Luís pelas comemorações do aniversário de 400 anos.

Foram selecionados os seguintes textos: O Mulato, da Companhia Drao Teatro da (In) Constância; A Peleja de Casemiro Coco pelas Lendas de São Luís (infantil), do grupo de teatro Laborarte; Ilha Grande (infantil), do grupo Cartágenes Arte; Ana do Maranhão, adaptado da obra da escritora maranhense Lenita de Sá, do grupo Abluir de Teatro; e Cais da Sagração, adaptado da obra do escritor maranhense Josué Montello, da Companhia de Teatro Mira Mundo.

Segundo a direção do Teatro Arthur Azevedo,  os espetáculos serão apresentados em duas sessões, a primeira às 15h00 para um público de alunos de escolas da rede púbica estadual e a segunda no horário das 20h00, aberta ao público em geral. Atenção para os dias de apresentação:

1- O Mulato – Dia 04 (terça-feira)
2- A Peleja de Casemiro Coco pelas Lendas de São Luís – Dia 11 (terça-feira)
3- Ilha Grande - Dia 12 (quarta-feira)
4- Ana do Maranhão – Dia 25 (terça-feira)
5- Cais da sagração – Dia 27 (quinta-feira)


 Flaviano Menezes



sábado, 1 de setembro de 2012

Maranharte Informa: Livros na Praia

Segundo o jornalista, blogueiro e amigo Zema Ribeiro (http://zemaribeiro.com), entre os próximos dias 30 de agosto e 2 de setembro, sempre das 16h às 22h, na Avenida Litorânea (Calhau), próximo ao parquinho, estarão diversos livreiros de São Luís realizarão uma Feira do Livro. Oportunidade de comprar livros a preços promocionais.

Maranharte: Divulgando a Literatura Maranhense