sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Caminhos das Pedras: 6ª Edição da Feira do Livro de São Luís



Infelizmente, encerra neste domingo (dia 02) a 6ª Edição da Feira do Livro de São Luís, que este ano veio com o já esperado tema "São Luís, 400 anos escrevendo nos livros sua história", trazendo como homenageada do evento  a própria cidade de São Luís. A outra novidade foi localização do evento: o CEPRAMA.

Em entrevista concedida para o Jornal Pequeno, o Presidente da FUNC, Euclides Moreira Neto, destacou:

"Dedicaremos este momento singular em memória de uma pessoa que representa tanto para a cultura popular desta cidade e, que foi uma grande e persistente guerreira, junto a Func, para empreender os projetos a ela destinados".

Também segundo o jornal, muitas crianças e jovens participaram pelo menos de 30 oficinas, assistiram 36 espetáculos teatrais, 47 contações de histórias,  jogos e brincadeiras. Isso tudo para um um público de aproximadamente 15 mil crianças e adolescentes, agrupadas em mais de 150 escolas.

Para jovens e adultos, estandes de livros, palestras e rodas de conversa no auditório Quartocentenário e Café Literário, além dos lançamentos e relançamentos de livros na Casa do Escritor.

“Ao todo 65 espaços entre Auditórios, Teatros, Espaço Infantil, Troca-troca Literário, Estandes Institucionais, Tendas Temáticas, Praça de Alimentação e o Espaço dos Livros fizeram a estrutura da Feira, cada um com uma programação especial e direcionada para um público específico.Somente nesta edição da feira foram lançados e relançados por escritores locais 32 títulos. Cerca de 50 palestras, rodas de conversa e bate-papo realizados durante a Feira no auditório Quartocentenário e no Café literário.” (fonte: Jornal Pequeno)

Avalio essa sexta edição como uma ação de MUITA garra e persistência. 

A estrutura desta edição é bem cuidada (e as reproduções e fotos, belíssimas), os espaços são pequenos, mas bem confortáveis e tudo parece ter uma harmonia e leveza que não vi nas outras edições. Não temos imortais nos Cafés Literários, temos poucos acadêmicos apresentando os resultados de suas pesquisas sobre a cultura maranhense, mas o público ainda acompanha e, melhor, ainda continua a comprar o que é realmente importante nesta feira: os livros.   Arejado como o próprio CEPRAMA o é, essa Feira é um pequeno perfume que guarda a nossa melhor fragrância.

A programação e as atividades da Feira do Livro seguem até domingo, funcionando das 13h às 21h, nas áreas interna e externa do Ceprama (Madre Deus).

Programação dos dois últimos dias:

Dia 01.11 (sábado)
Auditório Quartocentenário
14h às 16h - Oficina de mediação de Livros Infantis - Rede Leitora Ler Pra valer
16h30 às 18h - Mesa Redonda: O Livro, elo cultural entre Raças - Conselho de Biblioteconomia
19h às 20h – Palestra: Cinema e Literatura no Maranhão - Francisco Colombo
20h30 às 21h30 - Bate-papo com o escritor convidado Ricardo Chacal

Café Literário
16h às 17h - Recital Poético - Leda Nascimento/ Patrick Ribeiro
17h às 18h – Bate-papo sobre Culturas Identitárias (Plano Municipal de Cultura)
18h30 às 19h30 - Apresentação do Projeto Palco das Letras (Plano Municipal de Cultura)/ Performance Poética com Janderson Borba
20h às 21h - Uma Análise dos Direitos e Deveres do Cidadão na Abordagem Policial. Uma Visão sobre a Origem e Forma de Atuação da Organização Criminosa - PCC (Primeiro Comando da Capital) - Cadete Aleksandro FerreiraRamalho(Polícia Militar -PMMA)/ Cadete PM Wesley Pessoa de Moura (Polícia Militar -PMMA)

Casa do Escritor
15h às 16h - Vila Camará - Carlos Scanssetti
16h às 17h - Gênero Política e Poder Conhecimento Feminista e Relação de Gênero no Norte e Nordeste - Mary Ferreira
17h Às 18h - São Luís: Memória e Tempo/ São Luís e Cartões Postais/ Álbuns e Lembranças - Prof. Guimarães
18h30 às 19h30 - Herança Quilombola Maranhense - História e Estória - Joseani Maia
20h às 21h - "Escripta Rudimentar" Uma Polêmica entre Antônio Lobo e Barbosa de Godois - Caroline Castro Licas

Espaço Infantil (Semed)
14h - Contação de história
Recepção com grupo de animação
Pintura artística
Oficinas de: Ilustração, Conto, Poesia e Tangran
Espaço Sesc (Programação adulto e infantil)
16h – Hora do Conto: “Baú de Histórias” – Grupo Xama Teatro
17h30 – Espetáculo Teatral Infantil “Conta a lenda aqui no Boqueirão” – Grupo: Gamar
18h30 – Espetáculo Teatral Adulto “O Maranhão na guerra da Balaiada” – Grupo: Oficina Afro de São Luís
19h30 – Espetáculo Teatral Adulto “O Mulato” – Grupo: Drão


Dia 02.12 (domingo)

Auditório Quartocentenário
14h às 16h - Atividades Lúdicas - Biblioteca Municipal José Sarney
16h30 às 18h - Mediação de Leitura - Rede Ler Pra Valer
19h às 20h - Palestra: Política Cultural do Livro e Leitura - Prof. Battista Soarez.

Café Literário
16h às 17h - Caminhos que levam à escola pelas mãos de Nietzche, Freud e Marx - Prof. Luís Câmara
17h às 18h - Mesa Redonda sobre Música: Josias Sobrinho/Silas (Plano Municipal de Cultura)
18h30 às 19h30 - Mesa Redonda sobre Música: Josias Sobrinho/Silas (Plano Municipal de Cultura)

Casa do Escritor
15h - Ecologia e Criatividade - Moises Matias
17h - História Antiga Medieval/ Viagens e Viajantes: Culturas Imaginário e Espacialidade - Adriana Maria Zierer e Ana Livia Vieira
18h - E-Book: O Mar De Upaon Açu Antologia Nacional Crônicas/ O Conto Brasileiro Hoje - Samuel Farias Filho
19h - Mestre Felipe por Ele Mesmo - Sérgio Luís Aguiar da Costa
20h - Gestão Democrática: Representações e Potencialidades na atuação do conselho diretor e na construção do Projeto Político e Pedagógico Universitário em São Luís (1989 - 1997) - Sandra Regina Rodrigues Dos Santos
Espaço Infantil (Semed)
14h - Contação de história
Recepção com grupo de animação
Pintura artística
Oficinas de: Ilustração, Conto, Poesia e Tangran
Espaço Sesc (Programação adulto e infantil)
16h – Hora do Conto: “Contações Infantis” – Grupo: Tapete Criações Cênicas
17h20 – Espetáculo Teatral Infantil “O circo pequenino”
18h20 – Espetáculo Teatral Adulto “Gonzaga e Nazarena”
19h50 – Performance Poética – César Borges

Maranharte Informa: Bicentenário de João Lisboa

2012 é o ano de João Francisco Lisboa (1812-1863). A declaração foi dada pela Academia Maranhense de Letras em homenagem ao bicentenário de nascimento do escritor, jornalista, filósofo e historiador que é considerado pela Academia Brasileira de Letras um dos grandes autores clássicos do Brasil. Nas palavras do escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, Arnaldo Niskier, João Francisco Lisboa "viveu 51 anos intensos e prestou relevantes serviços ao Brasil resgatando importantes documentos históricos quando trabalhou em Portugal intimamente ligado ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, de que tinha a honra de ser sócio".

A exemplo do centenário de sua morte em 1963, em que a Academia Maranhense de Letras promoveu uma série de atos públicos em memória do filho ilustre, que iniciou ontem, a partir das 18h, com várias homenagens ao trabalho e contribuição que João Lisboa deixou para o Maranhão e Brasil.

A programação começou às 17 horas, no Largo do Carmo, com a colocação de placa na base da estátua do grande jornalista maranhense. De acordo com o acadêmico Benedito Buzar, é uma forma de dar visibilidade à estátua do escritor, colaborando para a sua identificação por parte dos turistas e estudantes. "Às vezes quem passa não conhece, quer saber quem é e essa placa vai permitir que o conjunto da obra fique completo", afirma. A restauração da placa retirada da estátua há anos pela ação de vândalos ficou a cargo da AML.

Em seguida, já na sede da AML, na rua da Paz, o acadêmico Sálvio Dino proferiu palestra sobre a vida e obra de João Lisboa. Posteriormente foram entregues medalhas a diversas personalidades e no encerramento houve o lançamento de dois livros sobre João Lisboa: João Francisco Lisboa, O Timon Maranhense (Edições do Senado Federal/2012) e Notícias Acerca da Vida e Obras de João Francisco Lisboa (Edições AML/2012). Os dois livros serão vendidos no local pelo preço de R$ 20 cada. 

(O Maranharte parabeniza o Professor José Neres, que foi um dos homenagiados da noite, reconhecimento prestado, mais não tardio, outros virão . Estamos todos orgulhosos !)

João Francisco Lisboa nasceu em Pirapemas, no dia 2 de março de 1812 e faleceu em Lisboa no dia 26 de abril de 1863. Os restos mortais do notável historiador só chegaram a São Luís no dia 24 de maio de 1864, e, por decisão da Câmara Municipal, foram enterrados na capela-mor da Igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo.

Lisboa foi militar, político, historiador e crítico dos costumes de sua época. Trabalhou nos jornais Farol Maranhense, Eco do Norte e Crônica Maranhense. Foi acusado de participação na Balaiada (1838-41) e defendeu a anistia aos insurgentes da Revolução Praieira (1848-49). A escrita era sua arma de contestação.

Depois do desencanto com a vida pública, passa a se dedicar ao Jornal de Timon, sua obra de maior destaque, cujo primeiro número foi impresso em 25 de junho de 1852, com 100 folhas e totalmente redigido por ele. Tal feito o fez entrar para o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro por indicação do também maranhense Gonçalves Dias. "... queria dizer-lhe que o havia proposto para sócio do Instituto; esse título é hoje alguma coisa cobiçada, ainda que tenha sido, há bem pouco tempo, conferido, e talvez mesmo oferecido sem muito escrúpulo. O seu Timon foi a ocasião da proposta" (trecho da carta de Gonçalves Dias enviada a João Lisboa em 1853).

MONUMENTO A JOÃO LISBOA
A estátua em homenagem a João Lisboa, que também dá nome à praça, foi erguida em 1918 e esculpida pelo artista francês Jean Magrou, em comemoração ao centenário do ilustre. Inicialmente ela foi fixada no Largo do Carmo, em frente à Igreja, depois, em 1941, deslocada para a atual Praça. Sob este monumento estão as cinzas do ilustre patrono da cadeira nº 11 da Academia Maranhense de Letras.

 De acordo com Benedito Buzar, à época a cerimônia, presidida pelo governador do Estado, Antônio Brício de Araújo, mobilizou toda a cidade. O prefeito de São Luís, Clodomir Cardoso, o bispo diocesano, Dom Francisco de Paula e Silva, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Valente de Figueiredo, o presidente do Congresso do Estado, deputado Carneiro de Freitas, numerosas autoridades e uma incomparável multidão, também participaram do auspicioso evento.

Da Academia Maranhense de Letras, compareceram os acadêmicos José Ribeiro do Amaral, Domingos Barbosa, Alfredo de Assis, Godofredo Viana, Fran Pacheco, Justo Jansen, Barbosa de Godois, Inácio Xavier de Carvalho e Almeida Nunes.

"Essa programação vai marcar as festividades do bicentenário que a Academia Maranhense de Letras não poderia deixar passar em branco, tendo em vista a contribuição de João Lisboa, e o que ele representa para literatura do país", comenta Buzar. 

fonte:  www.oimparcial. com.br ( infelizmente, o jornal não publicou o  nome do jornalista que escreveu esse  texto, fica a nossa queixa)

domingo, 18 de novembro de 2012

Caminho das Pedras: lançamento do Livro O rio de Arlete Nogueira da Cruz

                
             Amanhã (19/11) , às 19h, Arlete Nogueira da Cruz lançará seu livro mais recente, O rio, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho (Praia Grande). Escrito em 1967, após o falecimento de seu avô Paulo Antonio Simão e depois de uma viagem de canoa pelo Rio Itapecuru entre Cantanhede (sua terra natal) e Itapecuru-Mirim, o livro ficou esperando quase 50 anos para ser editado, merecendo a atenção de intelectuais como Hildeberto Barbosa Filho, Ivan Junqueira e Jorge Tuf. 


terça-feira, 6 de novembro de 2012

MARANhaRTE Informa: lançamento do livro “Vila Camará”, de Beto Scanssette



No dia 14 de novembro será realizado, na Área de vivência da Universidade Federal do Maranhão, o Camará Rock Show, evento de lançamento do livro “Vila Camará”, um romance em forma de cordel de autoria do estudante do Programa de Pós-Graduação em Estética do Curso de Filosofia da UFMA, Beto Scanssette.

O livro conta a história de um povo trabalhador livre, que vive em uma vila cercada por fazendeiros coronéis escravocrata. O protagonista da história é o ator, poeta e jornalista axixaense Adelino Fontoura. Na história do livro que, segundo o autor, trata-se de completa ficção, Adelino é o idealizador da vila, que recebe o nome de Vila Camará devido ao apelido dado a Adelino de Camará, que na linguagem dos capoeiristas quer dizer irmão, companheiro.

Adelino Fontoura é homenageado nessa obra por causa da sua importante trajetória na luta contra a escravidão e em defesa dos direitos humanos e dos ideais de liberdade, igualdade e de fraternidade. O jornalista teve grande destaque em sua época, ao trabalhar em vários jornais abolicionistas. E apesar de não ter um livro publicado, apenas artigos, é patrono da cadeira n° 01 da Academia Brasileira de Letras (ABL), e da cadeira n° 38 da Academia Maranhense de Letras (AML).

Beto Scanssette conheceu a história de Adelino após uma viagem de trabalho que fez a Axixá. “Quando fui a Axixá conheci a história de Fontoura, fiz pesquisas sobre ele e descobri que não tinha livros publicados e mesmo assim era muito reconhecido no meio literário. Adelino foi um jovem promissor no jornalismo, mas morreu muito cedo, pela sua ideologia abolicionista, decidi fazer essa homenagem a ele por meio desse livro”, explica Beto, que vê em seu livro um meio de incentivar pesquisas sobre a vida e obra de Adelino, reconhecendo sua contribuição para o fim da escravidão no Brasil.

O “Camará Rock Show” será o terceiro momento de lançamento do livro “Vila Camará”, o primeiro lançamento foi na 64ª SBPC, depois foi realizado em uma escola pública do ensino fundamental no bairro Maiobão. Após o lançamento do dia 14 de novembro, será realizado o último lançamento no município de Axixá, cidade natal do homenageado, Adelino Fontoura.

O “Camará Rock Show” vai contar com as participações das bandas locais: Os Carabinas, Overdose di Makaku, Comportamento Estranho e Glock Adventura e também terá a apresentação de cordel com uma mistura de literatura e música. O livro será vendido por R$ 5. O evento começará à 18h e terá entrada livre.

O escritor Beto Scassentte - Beto Scassentte começou a escrever como forma de protesto, pois parte de sua vida viveu em Brasília, durante a ditadura militar. Devido as opressões sociais da época, começou a fazer poesias, músicas para publicizar seus ideais. Quando veio estudar na UFMA, começou a escrever livros de poesia, depois contos e mais tarde o cordel.

A paixão pelo cordel veio após o filósofo ter participado da 3ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Recife, lá conheceu muitas obras em cordel e acabou gostando do estilo e começou a escrever obras com essa linguagem.

Depois do contato com essa forma de literatura, o professor Beto começou a inserir seus alunos no estudo e criação de obras em cordel, segundo ele, na sua didática, sempre apresenta o cordel em algum momento do ano letivo. Em 2012, os alunos conseguiram escrever, em conjunto, o livro “São Luís: 400 anos em cordel”, a obra foi distribuída gratuitamente para todas as escolas da rede pública.

Beto Scanssette é estudante do Programa de Pós-Graduação em Estética do Curso de Filosofia, professor da rede pública estadual e municipal de ensino de São Luís, poeta, escritor, músico e compositor.


Fonte: www.ufma.com