domingo, 31 de março de 2013

Maranharte Divulga: Revista Plural Nº 09





Importantíssimo a preocupação dos diretores e redatores da Revista Plural de publicar artigos, comentários e narrativas de autores de outros épocas (principalmente do ínicio do século passado), para  que essa nova geração compreenda a importância de um Humberto de Campos, um Henrique Leal (fonte da maioria das pesquisas dos críticos literários atuais da Ilha), de um Artur Azevedo, dentre outros. E também a divulgação dos trabalhos de pesquisas  na área da literatura realizadas por Neres, Cavalcante  e outros
 Nesta nona edição da revista Plural (do Instituto GEIA), dedicada ao conto maranhense, os professores Sebastião Moreira Duarte, Joaquim Gomes, José Neres e Dino Cavalcante revelam as suas preferências e indicações de antigos e novos expoentes desse gênero.  Contos de Arlete Nogueira, Artur Azevedo, Coelho Neto e Humberto de Campos. AQUI


Abaixo, um link do blog quinzecontosmais, que publicou o belíssimo conto do Prof. Neresconto - O brinde - no livro virtual organizado pela escritora Helena Frenzel.  AQUI


quarta-feira, 27 de março de 2013

Maranharte Informa: EREL - Encontro Regional de Estudantes de Letras









 Comunicações sobre a linguagem e a literatura maranhense:

Programação – Comunicações orais

Dia: 28/03/2013
  • O PARALELISMO LUDOVICENSE NAS PALAVRAS DA ESCRITORA ARLETE NOGUEIRA
Danielle Gomes Mendes (UFMA)
Jefferson Mateus Silva Santos (UFMA)
Francisca Adriana Clemente de Lima (UFC)


SALA 104  NAURO MACHADO
  • LITERATURA: REFLEXO DA SOCIEDADE LUDOVICENSE EM JOSÉ CHAGAS
Rosenilde Nogueira dos Santos (FAMA)
  • A COMICIDADE EM AMOR POR ANEXINS DE ARTHUR AZEVEDO
Jucélia de Oliveira Martins (UFMA)
Rayane Cristine Bezerra de Araújo (UFMA)

                            SALA 109 CERES COSTA FERNANDES
  • UNIVERSO LENDARIO DE CURURUPU: LENDAS E MISTERIOS
Nádia Suelem Rodrigues Silva(UEMA)
Sany Silva Mendes (UEMA)


SALA 202 SÔNIA ALMEIDA
  • UMA ANÁLISE CRÍTICA DA PERSONAGEM POMBINHA EM O LIVRO O CORTIÇO DE ALUÍSIO AZEVEDO
Patricia Ferreira Dos Santos (UEPB)

SALA 205  ARLETE NOGUEIRA
  • UMA LEITURA SOBRE O CANCIONEIRO POPULAR DE ZECA BALEIRO
Weslley Sousa Silva Costa (UEMA)
Igor Pablo Mendonça Dutra (UEMA)


Dia 29/03/2013

SALA 101  SEBASTIÃO MOREIRA DUARTE 
  • O CARÁTER CONFESSIONAL E A IRONIA PRESENTES NA CRÔNICA EU DE HUMBERTO DE CAMPOS
Jucélia de Oliveira Martins (UFMA)
Rayane Cristine Bezerra de Araújo (UFMA)


SALA 102  ANTÔNIO MARTINS DE ARAÚJO
  • RELEVÂNCIA CULTURAL DO MUSEU DE LINGUA PORTUGUESA DO MARANHÃO: UMA VISÃO POPULAR
Érica Márcia Sousa Chagas (UFMA)
Andréia de Jesus Farias (UFMA)
  • SÃO LUÍS 400 ANOS UM PASSEIO PELA LÍNGUA: 50 PALAVRAS TIPICAMENTE MARANHENSES
Andréia Farias Camara (UFMA)
Érica Márcia Chagas (UFMA)


SALA 103  FERREIRA GULLAR
  • ENUNCIADOS DE CAMINHÃO: A IDENTIDADE MARANHENSE
Maria Auxiliadora Gonçalves Cunha (UEMA)
Georgiana Oliveira Maia Sousa (UEMA)
  • ANÁLISE DO DISCURSO DAS LENDAS POPULARES DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO: A LENDA DA CARRUAGEM DE ANA JANSEN E A LENDA DA SERPENTE DA ILHA
Melissa Sales Figueiredo (UFMA)
Katiellen Andrade de Sousa (UFMA)


SALA 105  JOSÉ CHAGAS
  • A TRANSCODIFICAÇÃO CINEMATOGRÁFICA DE “O CORTIÇO”: UM PROCESSO CRIATIVO
Ozimiro da Conceição Neves (UNEB)         
  • A CASINHA DA ROÇA: DIVERSIDADE CARNAVALESCA UM LEGADO DA CULTURA MARANHENSE
Ana Carolina dos Anjos de Queiroz (UFMA)
Eliziane de Fátima Guedes do Nascimento (UFMA)
Paula Fernanda Silva dos Santos (UFMA)

programação geral  AQUI.



segunda-feira, 25 de março de 2013

Maranharte Informa: Lançamente do livro de Ricardo Leão




Opinião de Pedra: Jomar Moraes





Um editor maranhense


Jomar Moraes



São inegáveis e igualmente reconhecidos por quem do assunto tenha informações pelos menos generalizadas, os diversos obstáculos que se interpõem à atividade editorial no Maranhão. Em dias que bem longe estão de nós, não se dirá que tais atividades fossem exercidas facilmente. Mas com toda certeza, eram exercidas com muito maior qualidade, comparativamente falando. Vamos ao seguinte retrospecto.


“Era no tempo do rei”, para usar a expressão com que Manuel Antônio de Almeida abre seu romance “Memórias de um sargento de milícias”, e para situar cronologicamente a chegada, a São Luís, de nossa primeira tipografia, modesta oficina gráfica mandada importar da Inglaterra pelo último governador do Maranhão colonial, marechal-de-campo Bernardo da Silveira Pinto da Fonseca, apelidado pela chocarrice maranhense de o Dente de Alho, por ter na arcada dentária superior um incisivo pronunciadamente incisivo. Decorreu o governo do marechal Silveira entre 1819 a 1822, tendo ele regressado a Portugal no início do ano seguinte.


D. João VI voltou à sede definitiva do Reino em abril de 1821; nossa primeira tipografia chegou a São Luís em 1821 e, sem perda de tempo, começou a imprimir o jornal “O Conciliador do Maranhão”, que, por sinal, já vinha circulando em versão manuscrita. Em resumo: o rei D. João foi embora, o marechal Silveira fez o mesmo, porém a tipografia, que viera para ficar, aqui ficou. E assumindo os ares da terra, logo passou a denominar-se Tipografia Nacional Maranhense; a par do jornal “O Conciliador”, órgão oficioso e que, em vez de conciliar, mais contribuía para potencializar ou mesmo provocar a cizânia, tinha este aspecto positivo, porque de teor democrático: imprimia outras folhas locais, inclusive as que lhe faziam franca oposição. Aqui encontrou ambiente propício a seu desenvolvimento. Arraigou-se, cresceu e frutificou.


Sem tardança, tornou-se a Tipografia Nacional Maranhense a gênese das atividades editoriais propriamente ditas no Maranhão. Entre os diversos volumes saídos de seus prelos, vêm-se à lembrança, sem nenhum propósito de citar exaustivamente, mas apenas para efeito de exemplificação, os livros “Poesias”, do poeta satírico José Pereira da Silva, e “A fidelidade maranhense”. Este último, de título quilométrico, que me dispenso de citar, pois enumera os múltiplos motivos que lhe deram origem, ou seja: o aniversário natalício de D. Pedro I, sua aclamação como Imperador e a entronização de seu busto na Câmara Municipal de São Luís, o reconhecimento de nossa independência por Portugal, e ainda o nascimento do principezinho que viria a ser nosso segundo Imperador. Tudo isso vazado em estilo com pretensiosamente grandiloquente e propício à descrição da “sumptuosa Festividade” realizada em São Luís no dia 12 de outubro e seguintes de 1826, com o concurso notável da fina-flor alcantarense, que tudo fez para sobrepujar a elite ludovicense. Essas festividades ficaram conhecidas como As Festas do Barracão e tiveram seu núcleo na frente do Palácio do Governo, havendo rendido, como já dito, o livro hoje raríssimo e naturalmente desgastado pelo tempo, mas ainda elegante em sua encadernação de capa dura preta e cercadura dourada.


Não está nos propósitos desta croniqueta resenhar os mais de cento e oitenta anos da trajetória do livro do Maranhão. Disso dão notícias indiciárias numerosas edições maranhenses e diversas, porém pouco numerosas fontes outras específicas, a exemplo da “Memória sobre a tipografia maranhense”, apresentada em 1866 à Comissão Diretora da Exposição Provincial do Maranhão pelo famoso mestre gráfico José Maria Corrêa de Frias, proprietário da Tipografia Frias, editora de jornais e de centenas de livros. Fazia “pendat” com o velho tipógrafo português, o maranhense de Axixá, Belarmino de Matos, incluído por Antônio Henriques Leal entre os biografados do “Panteon maranhense”, e com inteira justiça cognominado o Didot maranhense.


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Já tendo ido longe demais este hipertrofiado nariz-de-cera, justo é que, doravante o assunto se ajuste melhor ao título que acima se lê.


Começo consignando que anteriormente, neste mesmo espaço, já tive oportunidade saudar o aparecimento, em Imperatriz, de um editor como não existe no Maranhão e raramente se encontra no Brasil. É que a tarefa da produção e comercialização de livros é, em qualquer parte, bastante compartimentada, de maneira que aquele que toca o sino não acompanha a procissão.


Adalberto Franklin, entretanto, o editor, de quem falo e a quem saúdo efusivamente, por sua coragem, lançou-se à execução de tarefa bem mais ambiciosa, e tanto assim, que toca as raias de quase completa loucura. Pois além de tocar sinos e acompanhar procissões, tem o raro dom da ubiquidade, graças ao qual consegue desempenhar diversas outras funções, inclusive as de acólito e de oficiante dos atos litúrgicos, sempre que se faz necessário. E tudo isso ao mesmo tempo, circunstância que não raras vezes resulta sair algo atropelado e fora do compasso, como seria de esperar.


Porque até Deus, que é Deus, segundo reza veneranda lenda bíblica, reservou a cada dia uma grande etapa da Criação.


Em consequência do verdadeiro aranhol em que se foi eleando, Adalberto Franklin esteve a ponto de pôr a perder todo um belo esforço de iniciativa cultural. Mas em sua recente passagem por São Luís, conversamos francamente a respeito da situação da Editora Ética, nome do auspicioso empreendimento empresarial fundado, dirigido e animado pelo faz-tudo Adalberto Franklin.


Com base no robusto catálogo da Ética, já foram editados no Sul do Maranhão mais de 500 títulos de valores e assuntos os mais diversificados. De monografias de conclusão de curso a livros de poesia de estreantes e a clássicos universais. Entre eles, por exemplo, Cesare Beccaria, com seu “Dos delitos e das penas”, Immanuel Kant, com “Que é esclarecimento?”, padre Antonio Vieira, com o “Sermão do bom ladrão”, além de muitos, muitos outros títulos.


Cumprindo promessa que me fez quando de sua estadaem São Luís, Adalberto Franklin enviou-me recentemente um “batelão” de livros por ele editados: 73 títulos com o selo da Ética, doação que muito agradeço e que tem gosto de Venham Mais.


Entre os livros que recebi, um registro especial acerca de cinco títulos de um autor igualmente especial: os livros “Os bandoleiros”, “Um segredo de família e outros contos”, “O Bequimão”, “Por um sorriso” e “Memórias de um velho”, todos do polígrafo piauiense Clodoaldo Freitas, que, havendo residido em São Luís, aqui de tal modo aqui atuou literariamente, inclusive havendo exercido papel relevante na fundação da Academia Maranhense de Letras, a ponto de merecer figurar entre os fundadores dessa instituição.


E todas essas obras vieram a lume graças à doutora Teresinha Queiroz, professora do Curso de História da Universidade Federal do Piauí e Membro da Academia Piauiense de Letras. Teresinha Queirozé quem mais sabe sobre Clodoaldo Freitas e quem, de longe, mais feito pela glória do escritor.


Fonte: Hoje é dia de… ( Jornal O Estado do Maranhão), 30 jan/2013