quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Opinião de Pedra: Ubiratan Teixeira


Rapazes e moças que formam o grupo maranhense “Marcha pela Poesia” estarão se reunindo hoje no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho para escutar mais um luminar de nossa história literária, desta vez a poetisa, cronista e contista Arlete Nogueira da Cruz Machado e debaterem com a convidada aspectos importantes da cultura literária maranhense, sobretudo aqueles que forem destacados por Arlete ao longo de sua conversa.
Não apenas intelectual de mérito, Arlete é uma das figuras chaves na luta pela preservação de nossas tradições culturais e incentivadora atuante de nossas letras e artes: foi ela, então diretora do Departamento de Cultura do Estado no governo Pedro Neiva de Santana, no século passado, que deu status de Secretaria ao Órgão, dinamizando suas ações, ampliando suas atividades projetando nacionalmente, no que lhe foi possível, nossa produção artística e literária.
Destes encontros mensais, que vêm acontecendo deste janeiro do ano em curso naquele centro de referência cultural de São Luís, carinhosamente franqueado por sua diretora, a intelectual e membro destacado da Academia Maranhense de Letras, Ceres Costa Fernandes, já deram presença a poetisa, também acadêmica de Letras e gestora cultural Laura Amélia Damous Duailibe e o poeta e agitador cultural Celso Borges.
O Movimento nasceu numa dessas redes sociais que circulam pela internet, criou cérebro, tutano e alma não se contentando permanecer online pulou aqui p’ra fora criando volume que aos poucos vai atuando de forma benéfica no corpo da sociedade incluindo-se a publicação de uma coletânea de suas melhores produções poéticas que esperam poder fazer circula ainda este ano.
Avaliando com carinho e de forma honesta este movimento, gerado e desenvolvido em pleno século do pensamento eletrônico e linguagem digital fica-se feliz em constatar que ainda existem racionais equilibrados produzindo algo inteligente e humanamente palpável.
São jovens entre 25 e 30 anos de idade, de uma lucidez com vários quilates acima da média planetária, universitários em estágio avançado na sua formação acadêmica, altos funcionários públicos, artistas plásticos, músicos, empresários e até mesmo filhinhos de papai (sem manhas ou proteção canina) abertos a admitirem adeptos na sua comunidade dispostos a solidificar cada vez mais esse precioso e saudável projeto de vida.
Ler e produzir bons resultados; concordar ou discordar com lúcidos argumentos; pensar num planeta limpo de qualquer forma de poluição – material e espiritual.Hoje, a partir das 19:00 no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho com os membros da comunidade “Marcha pela Poesia” – aliás, aproveitando a dica, o leitor sabe por acaso quem é essa figura? Odylo Costa, filho.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Opinião de Pedra: Ubiratan Teixeira



Um grupo de jovens de nossa comunidade, na faixa etária que vaidos vinte aos trinta anos, começou, tempos atrás, a usar a internet e seus diferentes recursos para uma forma de relacionamento menos usual que a troca de opiniões sobre o nada e a coisa nenhuma; discutiam cultura literária entre nós a partir do que está estabelecido, sobretudo no campo da poesia. No ocaso do ano passado, Eduardo Filipe, meu neto especial, insinuou-se pelo meu espaço de trabalho doméstico, puxou o tamborete e disse que precisava ter uma conversa especial comigo sobre algo que estava acontecendo.
– Grave? Indaguei, naturalmente.
– Dependendo do ponto de vista de cada um…
Quem conhece a criatura deve concordar comigo: apesar de ainda muito jovem (o que são vinte e seis anos nas costas de um brasileiro bem nascido, que segue uma reta traçada com sabedoria?) Filipe tem a lucidez de um monge e a sensatez de um bem-aventurado.
– Manda lá; estou pronto.
– Baleia… (é como carinhosamente ele me trata, recordação do período de tempo em que meu peso andava pela estratosfera).E foi revelando sem tropeços, sem gagueira, livre de qualquer circunlóquio como começaram e por que começaram a coisa, quem faz parte do grupo até ali, o que fazem como membros da sociedadeno seu dia-a-dia rotineiroe que os levou a escolher poesia como complemento de vida mesmo fazendo parte de uma sociedade onde o que preocupa é a teoria da mais valia. Leem muito; estudam o tempo todo considerando que nunca é demais. Diferente dos poetas tradicionais, nenhum tem tuberculose, todos têm posição de relevo na sociedade de consumo, famílias bem constituídas e saudáveis metas econômicas e sociais a serem ainda atingidas.
Queriam sair do espaço virtual, se instalar no mundo material, participar com a comunidade suor e sangue de forma palpável.
– Queremos que nos consiga um espaço onde possamos uma vez por mês nos reunir para discutir essas coisas que pensamos com um talento local, incluindo nossas dúvidas.
Fazer o que? Procurei minha parceira de Academia, a professora Ceres Costa Fernandes, Diretora do Centro de Criatividade, que prontamente franqueou uma das dependências da Instituição. A convidada para a primeirapalestra/debate foi a poetisa Laura Amélia, também ilustre membro de nossa Academia de Letras, que deu uma aula de vida intelectual e discutiu inteligentemente as questões propostas. Um segundo encontro, logo no mês seguinte, foi com o poeta e agitador cultural Celso Borges, que não faria diferente.
Seguiriam essa rotina? São jovens e borbulhantes inconformados com qualquer tipo de mesmice.
Atraídos por um Edital da Fapema para publicação de livros, reuniram a produção de onze de seus membros e formataram um volume de quase duzentas páginas que estão intitulando “Marcha pela Poesia” e tentando os devidos recursospara sua publicação. Pedi para ler o material, não que eu seja alguma referência: mas calejado como estou pelo exercício da leitura crítica considero-me capaz de uma avaliação sensata. E confesso ao leitor que não acreditava lá essas coisas no talento dos poetas muito embora a leitura, pelo menos do meu Filipe seja de nível excelente, onde circula Breton, Murilo Mendes, Malharmé, Fernando Pessoa, Pound, Drummond, entre outros especiais e modéstia à parte, suas amizades são altamente selecionadas. E me surpreendi; o material é bom. Os poemas seriam chancelados de imediato por qualquer bom intelectual em exercício, longe que estão daquela coisinha bem arrumadinha do principiante ainda sem o domínio preciso de seu instrumental: fazem serias reflexões sobre a existência da espécie, debatem a forma de ser de nossa sociedade, questionam os sentimentos, discutem a política; mas também cometem deliciosos momentos de amor e felicidade: são humanos, profundamente humanos como poetas.

Fiz prazerosamente o prefácio para a obra. O Presidente da Academia de Letras, jornalista Benedito Buzar não vai se arrepender por ter chancelado o documento encaminhado para a Fundação, nem a Fapema, publicando a obra, passará vexame, com um detalhe: a história literária maranhense estará ganhando novos nomes brilhantes.

Ubiratan Teixeira é escritor e membro da AML.

 fonte: site da AML

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Oitava Feira do Livro de São Luís: convidados nacionais




O criador da Turma da Mônica, o cartunista brasileiro Maurício de Sousa, será uma das atrações da 8ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que este ano ocorre no período de 31 de outubro a 09 de novembro e ocupará os espaços culturais do bairro do Desterro. Além dele, também está confirmada a participação da escritora Marina Colasanti.


Este ano, a FeliS terá como tema a Literatura infantil e muitos espaços serão dedicados às crianças no evento organizado pela Fundação Municipal da Cultura, com apoio do Sesc e do Governo do Estado. A FeliS terá como patrono o jornalista e escritor de literatura infantojuvenil, Wilson Marques. Serão homenageados também os escritores Ubiratan Teixeira (em memória), jornalista, escritor, poeta e teatrólogo; Mundinha Araújo (Raimunda Araújo), jornalista, professora, ativista, historiadora, pesquisadora e uma das fundadoras do Centro de Cultura Negra (CCN); e o poeta Odylo Costa, Filho (em memória), pelo centenário de seu nascimento.


Um dos espaços de atividades da feira será o Convento das Mercês, sede da Fundação da Memória Republicana Brasileira. Lá estão previstas a realização das palestras de Maurício de Sousa, no dia 1º de novembro, e Marina Colasanti, que deverão também fazer sessão de autógrafos.


Maurício de Sousa começou a trabalhar como repórter policial no jornal Folha da Manhã onde permaneceu por quase cinco anos, mas entre uma matéria e outra continuava a dedicar-se ao desenho e mostrá-las aos amigos que trabalhavam com ele no jornal, o que lhe proporcionou a abertura de uma oportunidade para editar algumas tiras para o jornal. Bidu e Franjinha foram as suas primeiras tiras a começar a circular através do jornal em 1959.

Com o decorrer do tempo, Maurício foi criando outros personagens como o Cebolinha, Chico Bento e outros e também iniciou a publicação do tablóide semanal do personagem Horácio, Raposão e não parou mais. Em 1963, Mauricio criou juntamente com a jornalista Lenita Miranda de Figueiredo, outra personagem denominada Tia Lenita, que passou a ser apresentada dentro de um encarte do jornal chamado “Folhinha de São Paulo” e neste mesmo ano também era criado o seu personagem mais famoso: a Mônica, inspirada em sua filha.


Marina Colasanti  atuou como colaboradora de periódicos, apresentadora de televisão e roteirista. Foi também editora do Caderno Infantil do Jornal do Brasil. Em 1968, foi lançado seu primeiro livro, Eu Sozinha; desde então, publicou mais de 30 obras, entre literatura infantil e adulta. Seu primeiro livro de poesia, Cada Bicho seu Capricho, saiu em 1992. Em 1994 ganhou o Prêmio Jabuti de Poesia, por Rota de Colisão (1993), e o Prêmio Jabuti Infantil ou Juvenil, por Ana Z Aonde Vai Você?.


8ª Feira do Livro de São Luís: programação



Confira a programação completa do Oitava Feira do Livro de São Luís,  AQUI



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Oitava Feira do Livro de São Luís: lançamento




A oitava edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), que acontece de 31 de outubro ao dia 9 de novembro, vai anunciar na próxima quarta-feira (15), a programação oficial do evento. A solenidade que vai acontecer a partir das 10h, no Reis Perdigão, no Palácio de La Ravardière, sede da prefeitura da capital maranhense, vai contar com a participação do presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves.


Neste ano, a FeliS será realizada no bairro do Desterro, e vai ter como tema central “Literatura Infantil: aqui começa a magia da leitura”. Para esta nova edição, são esperadas, aproximadamente, 200 mil pessoas, durante os dez dias de programação da feira cultural, que se dividirão nos seis espaços que compõem a FeliS.


Dentre os convidados que estarão presentes, destaque para o escritor Wilson Marques, patrono da Feira, e da pesquisadora Mundinha Araújo, a homenageada deste ano. Além deles, quem também estará no local são os autores Maurício de Sousa, Marina Colasanti, Pedro Bandeira, Sidney Gusman, Ninfa Parreiras, Luciano Pontes e Alexandre Azevedo.

Para garantir a segurança dos espectadores, a organização da FeliS vai contar com a parceria de equipes da Polícia Militar, da Guarda Municipal, além do efetivo de segurança privada montado, especialmente, para quem for visitar o local.


Segundo a coordenadora da 8ª FeliS, Rita Oliveira, além do efetivo policial, a edição deste ano, também, vai priorizar ações sociais, que vão contar com a parceria de setores como da saúde e assistência social. “Estamos articulando junto com as principais entidades de segurança, saúde e assistência social um trabalho de conscientização cidadã, segurança preventiva e reabilitação social entre vítimas do consumo de drogas na Praia Grande. Será uma ação que não ficará restrita ao calendário da Feira e que será ampliada em longo prazo com o objetivo de promover a melhoria da segurança na comunidade”.


Além da comercialização e exposição de diversos títulos literários, a FeliS também vai apresentar rodas de conversa, palestras, lançamentos e relançamentos de livros, recitais, peças teatrais, shows musicais e atividades voltadas para o público infantil.

Fonte: site do imirante


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Concurso Literário de São Luís 2014

A vocação da capital maranhense para a produção literária garantiu à cidade o epíteto de Atenas Brasileira. Uma das iniciativas da Prefeitura de São Luís é fomentar o surgimento de novos escritores por meio do concurso literário Cidade de São Luís, premiando oito escritores em sua trigésima quinta edição. Eles foram recebidos pelo presidente da Fundação Municipal de Cultura (Func), Francisco Gonçalves, na Fonte do Ribeirão, na última sexta-feira (29), às 17h, para solenidade de premiação.

Estiveram presentes na solenidade o professor Leopoldo Vaz, representando a Academia Ludovicense de Letras; o historiador Benedito Buzar, presidente da Academia Maranhense de Letras, e a professora Márcia Manir, presidente da Comissão de Avaliação do Concurso Literário Cidade de São Luís.

Para o presidente da Func, Francisco Gonçalves, a escolha da fonte como local da premiação foi uma forma simbólica de estreitar o campo da literatura com a cidade. “A cidade de São Luís sempre serviu como fonte de inspiração para a criação literária. Prova disso são as publicações premiadas pelo concurso que fazem com que autores e leitores possam abraçar a cidade e valorizar os espaços por meio do imaginário que a literatura proporciona”, lembrou.

Márcia Manir ressaltou a qualidade das obras premiadas durante o processo de avaliação. “Ficamos muito impressionados e bastante contentes com o resultado do concurso. As obras passaram por uma avaliação criteriosa com julgadores tanto da cidade quanto de outros estados. A surpresa foi saber que a maioria dos autores premiados são escritores jovens e que estamos com novos talentos na literatura maranhense”, afirmou.

Quatro dos escritores premiados participavam de um concurso literário pela primeira vez. O ineditismo das obras revelou o talento de jovens escritores ainda em formação. É o caso da estudante de jornalismo, Sabryna Castro, de 20 anos, premiada com o romance “Cafés Amargos”. “A ideia do livro veio a partir de um conto que escrevi para uma disciplina do curso de Comunicação. O conto foi bastante elogiado e eu ampliei a história em mais capítulos até formar um romance”, explicou.

No enredo, a autora conta a história de um jovem que sonha em publicar o primeiro livro. Ao conseguir a realização do sonho, ele tem que lidar com o sucesso repentino e a decadência de sua vida pessoal.

fonte: site da func


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Maranharte Informa: FMRB promove II Ciclo de Palestras sobre Literatura Maranhense


 O escritor Coelho Neto, que completaria 150 anos, será o grande homenageado da II Ciclo de Palestra sobre Literatura Maranhense, promovido pela Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB), durante o mês de agosto, em São Luís. Com o tema "A Prosa do Norte, Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, a ciclo terá quatro palestras, das quais três serão desenvolvidas em escolas públicas da capital, como forma de aproximar os estudantes ainda mais da literatura maranhense.

A primeira delas, a palestra “Coelho Neto, O Príncipe da Prosa Brasileira”, será ministrada nesta quarta-feira, 6, no auditório do colégio Cintra (Anil), às 14h, pelo professor José Neres, que estuda a vida e obra do escritor, tendo alguns trabalhos publicados, além de orientação de estudantes sobre o tema.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Maranharte: Convite




Análise das representações literárias dos laços afetivos de indivíduos com suas respectivas residências na cidade de São Luís. A recorrência de descrições da vida privada, ambientada em imóveis que serviram de morada para algumas figuras simbólicas da capital do Maranhão, se fará por meio da toponímia e, em alguns casos, da antroponímia, que leva em consideração o caráter interdisciplinar do signo toponímico (reconhecendo as características físico-geográficas da região, as particularidades culturais da sociedade e as relações estabelecidas entre o homem e o lugar), da Geografia Humanista Cultural (que considera o homem como produtor, e não “produto” de cultura) e se justifica quando é possível redescobrir uma antiga São Luís através destes locais particulares, que constituem também lugares de memória. Indicativos de experiências e conhecimentos que também fazem parte do que hoje recebe a alcunha de “Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade”.