terça-feira, 17 de novembro de 2015

Maranharte Informa: FLAEMA - Feira do Livro e Editor Maranhense

               

Um evento totalmente dedicado a escritores e editores maranhenses - tem uma capacidade de exposição de até 3.500 LIVROS repartidos por cerca de 700 TÍTULOS (selecionados em consideração de seu valor literário) distribuídos por 50 metros de estandes (com três níveis) e quatro ilhas dedicadas a editoras maranhenses e às obras dos escritores homenageados (saiba mais). 3 Telas projetarão booktrailers e teasers de obras apresentadas na FLAEMA. Haverá ainda um espaço dedicado para as obras infantojuvenis e outro dedicado à apresentação de trabalhos de Arte Educação produzidos nas escolas estaduais maranhenses.

270 LIVROS SORTEADOS: No decurso dos 10 dias da feira, numa média de 3 livros por hora, serão sorteados cerca de 270 livros entre os visitantes presentes no momento de cada sorteio (a hora de cada sorteio será aleatória).

PESSOAL TRAJADO: Todo o pessoal da FLAEMA em contato com o público no espaço de eventos estará trajado com indumentária alusiva à Grécia antiga.

No TEMPLO GREGO do espaço de exposição da FLAEMA, ao longo dos 10 dias do evento, haverá: 19 lançamentos, dos quais 4 de obras infantojuvenis; 4 apresentações de obras literárias infantojuvenil pelos seus autores;  10 eventos de bate-papo com autores, dos quais 9 com autores homenageados;  2 rodas de conversas com escritores maranhenses; 6 saraus temático; 5 eventos “Viagem ao futuro”: Cerca de 10 autores de primeira viagem apresentam, ao público e editoras, suas obras literárias concluídas, mas ainda não editadas; 2 rodas de conversa, uma das quais sobre o tema: "Verdade e ficção, a narrativa histórica e a literatura;  9 palestras, uma das quais sobre o tema: "Como publicar seu primeiro livro".

Na ÁREA DE AUTÓGRAFOS, haverá lugar a 46 sessões de autógrafos com dedicatórias.
No PALCO CULTURA, no espaço de exposição da FLAEMA, ao longo dos 10 dias do evento, haverá lugar a: 8 Caleidoscópios de cantores e músicos maranhenses consagrados - Durante os 10 dias de eventos 8 horas serão dedicadas à apresentação de composições musicais populares ou eruditas maranhenses tocadas e cantadas por 16 artistas maranhenses;  2 Caleidoscópios de novos talentos da música maranhense - apresentação de 10 jovens artistas maranhenses; 5 eventos de Arte Educação produzidos nas escolas do Maranhão.


Pedra preciosa: Odorico Mendes



Manuel Odorico Mendes nasceu em São Luís, em 24 de janeiro de 1799, e faleceu, em 17 de agosto de 1864. Sua descendência vem, segundo Antônio Henriques Leal, de famílias ilustres do Maranhão. Do lado materno, indicam-lhe como ascendente o ilustre Manuel Beckman, o Bequimão, só que através da linhagem deixada pelo seu irmão Tomás Beckman. Ainda bastante jovem, foi enviado para Portugal, a fim de prestar os exames preparatórios do curso de medicina em Coimbra. Retornando ao Maranhão em 1824, antes da conclusão do curso.

Com sua atividade como jornalista, Odorico dá início à carreira política na cidade de São Luís, sustentando a publicação do periódico intitulado O Argos da Lei, em que iniciou as suas atividades, em 07 de janeiro de 1825, sob a influência da crescente onda de nacionalismo entre os maranhenses. Com apenas 26 anos de idade, a sua reputação como homem público consolida-se rapidamente em São Luís, torna-se membro do Partido Português, integrado pelos portugueses radicados no Maranhão e chefiados pelo jornalista de O Censor, João Antônio Garcia de Abranches. Odorico foi eleito para a Assembleia Legislativa do Império. No Rio de Janeiro, a sua fama cresceu e, em pouco tempo, o jornalista maranhense alcança o status de celebridade política, sobretudo entre os maranhenses, que o reelegeram para a legislatura de 1830 a 1834.

Paralelamente às suas atividades como parlamentar de grande prestígio no Primeiro Reinado, Odorico Mendes dá continuidade a sua atividade no jornalismo político. Funda com Feijó, Vergueiro, João Bráulio Muniz e Costa Carvalho o periódico Astréia. Trabalhou como redator de muitos artigos deste periódico e até ajudou na composição como aprendiz de tipógrafo, devido a escassez de operários, já que o único compositor disponível era natural do Rio da Prata, e confundia o português com a sua própria língua, o que resultava em equívocos de redação.


A razão pela qual seu nome ainda hoje é lembrado, sobretudo como patriarca da literatura maranhense, é a sua importante produção como homem de letras, que se avolumou especialmente após o fim de sua carreira parlamentar e a sua aposentadoria. Ainda no Brasil, Odorico empreendeu duas traduções de Voltaire: Mérope (1831) e Tancredo (1839). Todavia, a produção intelectual de Odorico, no campo das letras, teve uma fase especialmente fértil após a sua mudança, com família e tudo, para a Europa. Dedicando todo o seu tempo à tradução de Virgílio e Homero, um projeto intelectual que acalentava há vários anos. São publicadas postumamente: a Ilíada (1874), e a Odisseia (1929), ambas do Rio de Janeiro. Além disso, Odorico teve vários de seus poemas inclusos em diversas antologias, como no Parnaso Brasileiro (1843), de João Manuel Pereira da Silva, Mosaico Poético (1844), de Emílio Adet e Joaquim Norberto de Sousa Silva, e no Parnaso Maranhense (1861). Segundo alguns críticos literários, Odorico antecipou-se à narrativa social rural de José de Alencar, uma vez que o autor cearense publica O Gaúcho (1870), O Tronco do Ipê (1871), Til (1872) e O Sertanejo (1875), seguindo de perto o projeto elaborado pelo tradutor maranhense em seus romances.

Fontes: site da AML e do Suplemento 
 Cultural Guesa Errante




 














quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Maranharte Informa: II Simpósio de Estudos Literários da UFMA



  SITE DO EVENTO


Lançamentos: Waldemiro Viana, Ceres Costa Fernandes e Sebastião Jorge







No dia 5 de novembro de 2015, na Academia Maranhense de Letras (Centro), foram lançados os romances “A vez da caça” e “A questionável amoralidade de Apolônio Proeza”, de Waldemiro Viana, e o livro de crônicas “Cenas de rua”, de Sebastião Jorge. “O narrador plural na obra de José Saramago”, de Ceres Costa Fernandes, e “Desafios à teoria econômica”, de Antônio Augusto Ribeiro Brandão, completam a lista de lançamentos financiados pela Universidade Federal do Maranhão, em parceria com a AML. Todos os livros foram publicados pela EdUFMA.

O diretor da EdUFMA, professor Sanatiel Pereira, explica que dos livros publicados, três são reedições e dois, lançamentos. “Os livros ‘A vez da caça’ e “Desafios à teoria econômica’ são primeiras edições. Já os demais foram reeditados em volumes revistos e ampliados”, destaca Sanatiel Pereira.

Waldemiro Viana lançou os romances “A vez da caça” e “A questionável amoralidade de Apolônio Proeza”. O escritor é bacharel em Direito e autor de numerosa colaboração publicada na imprensa de São Luís, como crônicas e artigos, além dos romances “Graúna em Roça de Arroz” (1978/1994), “O mau samaritano” (199), “A tara e a toga” (2011), “O pulha fictício” (2013). Também é dele o livro de sonetos “Passarela do Centenário & outros perfis” (2008).

“Cenas de Rua” recolhe mais de 50 crônicas escritas por Sebastião Jorge em vários periódicos do país. O livro é um desejo antigo do escritor. “Sempre gostei desse gênero do jornalismo e procurei praticá-lo como exercício para aperfeiçoar a escrita e expulsar os meus demônios”, disse.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Geografia, Sebastião Jorge é pós-graduado em Comunicação Social e tem nesta área vários livros publicados, como “O jornalismo hoje”, “Os primeiros passos da imprensa no Maranhão”, “A linguagem dos pasquins”, “Política movida a paixão: o jornalismo político de Odorico Mendes e Garcia Abranches”, “A imprensa no Maranhão no século XIX: 1821-1900” e “Inovações do jornalismo no mundo”. Ele também recebeu o título de Professor Emérito da UFMA.

É da professora, ensaísta, cronista, contista e pesquisadora Ceres Costa Fernandes o livro “O narrador plural na obra de José Saramago”. Em sua terceira edição, a publicação é resultado de uma dissertação de mestrado defendida na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro no final da década de oitenta e que ganhou forma de livro da década de 1990 e segunda edição em 2003.

Preço - R$ 20,00 (cada livro).

Fonte (trechos): site do Jornal O Estado do Maranhão 


Pedra Preciosa: XAVIER DE CARVALHO



Inácio Xavier de Carvalho nasceu em São Luís no dia 26 de agosto de 1871. Integrou, juntamente com Antonio Lobo e Fran Paxeco, entre outros, a Oficina dos Novos, movimento de renovação literária empreendido por um grupo de escritores maranhenses no início do século XX.
Não há registros confiáveis sobre sua juventude. Com certeza, sabe-se apenas que estudou Direito em Recife, de onde retornou para o Maranhão. Aqui, exerceu cargos como o de promotor público, juiz municipal e professor de literatura no Liceu Maranhense. Colaborador assíduo dos jornais de sua época, deixou escritos dispersos no Pará, Amazonas e Maranhão, tendo publicado pouca coisa em livro.

Em 1893, com a idade de 23 anos, lançou sua primeira obra, intitulada Frutos Selvagens. O meio literário de São Luís vivia então um momento marcado pela mudança e pela ruptura. As forças da renovação artística, representadas principalmente por Antonio Lobo, insurgiam-se contra a herança da poesia fácil dos cultores do romantismo, movimento que ainda permanecia em voga entre os poetas locais.
A estréia de I. Xavier de Carvalho em livro contribuiu para inaugurar uma nova fase na literatura maranhense, embora tenha ele próprio causado certa reação entre os renovadores da Oficina dos Novos por conta de sua inclinação para o simbolismo, visto por alguns destes como uma escola decadente e estéril.
Cultor do soneto e detentor de grande domínio técnico, I. Xavier de Carvalho foi um poeta suave, impregnado pelo verso simbolista, contido, mas também parnasiano em muitas passagens, o que certamente contribuiu para dar corpo ao equívoco crítico de considerá-lo um romântico tardio. Na verdade, ele foi, antes de tudo, um artista perfeitamente integrado à corrente poética de seu tempo, marcada pela difícil convivência entre o parnasianismo e o simbolismo.
Político por vocação e gosto, I. Xavier de Carvalho viajou por Minas Gerais, Amazonas e Pará no exercício da magistratura, cedo perdendo contato com o Maranhão, para onde jamais regressou. Embora tenha permanecido bastante ativo, publicando periodicamente em jornais, consta que sua última obra, Parábolas e Parabolas, data de 1919.Morreu no Rio de Janeiro em 17 de maio de 1944.  









terça-feira, 10 de novembro de 2015

36º Concurso Literário Cidade de São Luís - Resultado

           
               O concurso premiou autores em dez categorias literárias – romance, novela, jornalismo literário, contos, literatura infantojuvenil, ensaios, peça teatral, poesias, literatura de cordel e crônicas. O vencedor em primeiro lugar receberá prêmio no valor de sete salários mínimos e o segundo lugar no valor de três salários mínimos.

               A comissão julgadora que avaliou os trabalhos é composta por dois avaliadores, um local e outro nacional, que leram os trabalhos identificados por pseudônimos. Para o presidente da comissão, Rafael Quevedo, a qualidade dos trabalhos foi motivo de destaque entres os jurados e um dos concorrentes chegou a ser premiado em três categorias diferentes. “Tivemos uma grata surpresa porque os avaliadores eram distintos e sigilosos, além de ser um rapaz bem jovem e com talento promissor”, destacou Quevedo.


Fonte: site da Func