sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Maranharte Divulga: Ilhavirtualpontocom Nº 27

    
               O 27º número do Ilhavirtualpontocom já está online. Com entrevista concedida por Ana Luiza Almeida Ferro, um breve estudo sobre sua obra e também sugestões de livro e CD. Visitem também a página do Professor José Neres: http://www.joseneres.com

 





  Ilhavirtualpontocom Nº 27









quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Maranharte Reminiscências: Livrarias



              
                 Outrora Atenas Brasileira, onde os literatos maranhenses contratavam pessoas para vender (aos berros de pregoeiros) seus livros nas esquinas das principais ruas da Ilha, onde o ludovicense podia comprar meia dúzia de obras para presentear familiares e amigos, quanto os livros tinham propagandas de uma página inteira nos periódicos e quando todos gostavam de "sentir" o cheiro de livro novo. Hoje, entretanto, São Luís não possui mais esse tipo de marketing. 


As pequenas tipografias sumiram, mas surgiram pequenas editoras; os vendedores de livros das esquinas também desapareceram, e surgiram as livrarias; os literatos não saem mais nas ruas para divulgar seus livros, vão às feiras especializadas, sentam e autografam suas obras. Assim, as tradições literárias da capital maranhense vêm se transformando pouco a pouco, tanto vazão a outras formas de divulgação, dentre essas; a internet.


Em fevereiro de 2011, o MARANHARTE faz um mapa das principais livrarias e sebos da cidade e vendiam obras de escritores da nossa terra. E qual não foi a nossa surpresa, e tristeza, por constatar que muita coisa mudou nestes cinco anos. Vejamos.



Livraria Athenas - Rua São João, nº 473 – Centro; 


Livraria Leia Mundo - Shopping Jacarati, lojas 33/34; 


Livraria Nobel - Shopping Monumental – Renascença; 


Livraria Poeme-se - Rua João Gualberto (Reviver), nº 52 - Praia Grande; 


Livraria Prazer de Ler - Av. dos portugueses UFMA - prédio CCH (Centro de Ciências Humanas);


Livraria Tambores - Shopping do Automóvel –Calhau; 


Livraria Themis - Shopping Monumental – Renascença; 
Sebo Gibiteca Ruy Barbosa - Rua dos prazeres;


Sebo Nas Canelas – Rua das Flores - Centro;

Livraria Vozes - Rua do Sol, nº 496 – Centro;

Chico Discos (Rua da Cruz, entre Sol e Afogados, Centro;


Papiros do Egito – Rua da Cruz, 150, Centro.





Você sabe quantas destas Livrarias já não existem ???




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Maranharte Informa: Lançamento do livro 'A infeliz Perpetinha', deLenita Estrela de Sá,



   
  Lançamento, em São Luís, do livro 'A infeliz Perpetinha de Alto Alegre', da escritora Lenita Estrela de Sá, o qual também é roteiro de filme do mesmo nome, que ainda está em fase de produção.


O livro traz a história-lenda da Perpetinha Moreira, que no livro Cauiré Imana, de Olímpio Cruz, sobre o Massacre de Alto Alegre, que dizimou mais de 500 pessoas entre índios e brancos, diz que o cacique Jauarauhu raptou Perpetinha, de 15 anos, durante o Massacre do Alto Alegre, e a levou para sua aldeia em Pindaré, a 700 quilômetros de Alto Alegre, comunidade a meio caminho de Barra do Corda e Grajaú.

 A partir das 19h desta sexta-feira (12) será lançado em São Luís, no Centro Cultural Odylo Costa Filho, na Praia Grande.





segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Maranaharte: Como pensar uma literatura maranhense na era digital ?





Como pensar uma literatura maranhense na era digital ?




Flaviano Menezes da Costa


A literatura pode ser uma das artes mais gratificantes, ameaçadoras, incompreendidas e extraordinárias no processo de formação da historicidade e das perspectivas de uma sociedade. Quantos incontáveis ​​(e admiráveis) livros foram escritos sobre o local e a sociedade na qual o seus autores surgiram?  E como estas obras, estes novos pontos-de-vista sobre o todo-local que transformam pedras em palavras, ruas em versos, mitos em homens chegam até nós?


Uma revisão sobre a importância da literatura maranhense em relação ao desvelamento do passado é um componente vital do processo de pesquisa e valorização do mesmo pode ser realizada por um iPod.


 Mas hoje, problematiza-se também de que forma estas obras podem ser redescobertas pelas novas gerações de leitores; quando, através da realização de uma revisão da literatura local, o seu “leitor-inquilino” pode passar a desenvolver uma compreensão afetiva e natural sobre sua ancestralidade, importância político-cultural e relevância artística em um simples toque no teclado, mas de forma fragmentado. 


As contribuições literárias de filhos de comerciantes, advogados, jornalistas, médicos, políticos, diplomatas e presidentes  são abordagens incentivadoras dentre os passos mais respeitáveis a serem considerados quando se pensa na passagem da confiança mítica, ideológica e ética de uma coletividade e do senso-comum (através de uma técnica valiosa de sintetizar fatos) que se desdobrará e contribuirá na construção de um produto final escrito através das tintas da (in)verossimilhança que brada por sua relevância na criação de uma verdade contada de outra forma.
 

Em termos de linguagem, a exemplo do que aconteceu com a popularização dos computadores e o surgimento da internet, a pesquisa literária em tablets e e-readers continuam se baseando nas características e procedimentos da leitura em papel, reproduzindo nas plataformas digitais a mesma funcionalidade dos livros impressos, como o ato de virar páginas, ou grifar certas passagens ou mesmo fazer anotações sobre determinados trechos, mas criou-se também o hábito de procurar palavras-chave para uma pesquisa mais ágio. 


Revisões literárias não possui o mesmo remate de uma revisão historiográfica de uma coletividade local. Mas, no mundo dos bits, um livro digital pode aspirar ter uma arqueologia semelhante, pois ele nos oferece o que mais nos interessa: o texto e nada mais.


 As mensagens que os românticos maranhenses gostaria de transmitir, onde é que estavam os modernistas locais na época da SAM, onde surgiu a ideia de uma Athenas brasileira, quem se arriscava em produz poesia quando todos queriam ser romancista (ou sei inverso !). Essas questões em si parecem nos ajudar a compreender o papel do literato na política, na economia e na cultura maranhense, já que, aparentemente, todo escritor tem o seu estilo próprio e um papel estático na sociedade: o de cumprir através de sua linguagem beletrista o papel de informante ou navegador de novos mares. E todas estes respostas já estão “disponíveis” na memória de alguns e-books criados por bibliotecas e pesquisadores. Mas precisamos ter a preocupação em não terminarmos nossas investigações em plataformas como a Wikipédia – enciclopédia on-line cujo lema éa enciclopédia livre que todos podem editar”, pois, como consequência, podemos divulgar informações contraditórias ou falsas. 


É muito importante que sejam discutidos os fenômenos que envolvem a produção, técnicas de criação texto, autoria de textos de crítica literária e outras série de conceitos e praxis no meio literário que envolve o mundo digital, para que não somente tenhamos mais acesso às obras, mas possamos compreender e confiar nos passos dados pela literatura em meio às práticas culturais eletrônicas.

Continua...





Maranharte divulga: ilhavirtualpontocom Nº 26



Neste número, lhavirtualpontocom apresenta um estudo sobre e infância de Goncalves Dias, nosso Poeta-Maior, em um artigo assinado pela jovem e promissora Francisca Girlene, que tem se dedicado ao estudo das letras maranhenses, principalmente da produção dos escritores caxienses. Temos também um artigo sobre o novo livro do professor Marcos Fábio Belo Matos e outro sobre a poesia de Félix Alberto Lima. O tradicional Cantinho da Poesia e as sugestões de leitura continuam ativos, mas agora vêm acompanhados de uma sessão voltada para a música, com indicação de CDs e DVDs de autoria maranhense.



Parabéns ao idealizador e  editor, Prof. José Neres, e aos colaboradores !

O Maranharte agradece a divulgação e a próspera parceria . 
 

Texto adaptado do editorial da revista eletrônica.